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28 de fev. de 2011

Dor de parto é ironizada nas maternidades


Pesquisa mostra que 23% das mulheres sentiram-se humilhadas na hora de dar à luz

Um sintoma considerado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como um dos sinais vitais do paciente é ironizado pelas equipes médicas que atuam nas maternidades do País.

Pesquisa feita pela Fundação Perseu Abramo, em parceria com o Sesc, entrevistou 2.365 mulheres de todo território nacional e identificou os maus tratos sofridos pelas gestantes na hora do parto.

Entre as grávidas pesquisadas, 23% afirmaram ter sofrido humilhações no momento de dar à luz. Estas sensações foram vivenciadas por meio das frases ditas por médicos e enfermeiros sobre a dor enfrentada por elas durante as contrações e na hora de parir.

Os achados divulgados nesta quinta-feira, dia 24, indicam que 15% das grávidas participantes do estudo ouviram a frase “não chora não que no ano que vem você está aqui de novo”. Além desta, 14% das gestantes ainda tiveram que engolir a seco o questionamento “na hora de fazer não chorou. Não chamou a mamãe, por que está chorando agora?”. Os maus tratos contra as grávidas também foram expressados pela sentença ouvida por 6% delas: “se gritar, eu paro que estou fazendo. Não vou te atender.

Por fim, conforme mostra a pesquisa, 5% das futuras mães ouviram a frase “se ficar gritando, vai fazer mal para o seu neném. Seu neném vai nascer surdo.”

Saiba mais sobre dor:

Experiência prévia afeta efeito do remédio Dor aflige mais mulheres e é problema para 30% delas

Grávida de sete meses, a anestesiologista expert em dor, Fabíola Peixoto Minson, "ficou arrepiada" só de ouvir os dados do levantamento. Médica coordenadora da Sociedade Brasileira de Estudos para Dor, do Centro Integrado de Estudos da Dor e do Grupo de Dor do Hospital Albert Einstein, ela lamenta que parte dos profissionais de saúde ainda esteja desprepara e subvaloriza um sintoma tão importante como a dor.

Leia a entrevista a seguir

iG: Os dados desta pesquisa podem ser interpretados de que forma?

Fabíola: Sabemos que a dor faz parte do parto, mas isso não significa que ela tem de ser considerada normal pela equipe médica. De forma nenhuma a dor deve ser subvalorizada ou negligenciada. Pelo contrário. Existe uma série de mecanismos para aliviá-la que deveriam ser adotados em um momento tão especial como o parto.

iG: Esta forma de encarar a dor das pacientes pode acarretar que tipo de consequência?

Fabíola: Os problemas são muitos. Ansiedade, depressão, sem contar que o paciente sente-se desacreditado. Por isso é tão importante que as equipes sejam capacitadas para acolher as pessoas com dor. Para a dor existir basta que o paciente a sinta. O profissional de saúde deve acolher este sintoma e nunca julgá-lo.

iG: O Brasil vive hoje uma epidemia de partos cesáreas, segundo classifica o próprio Conselho Federal de Medicina. Além da postura de alguns obstetras, que muitas vezes conduzem a futura mãe para um parto com hora marcada, as mulheres afirmam que o medo da dor também afasta esta oportunidade. É possível tratar a dor do parto normal?

Fabíola: Sim, as possibilidades são muitas. Existem técnicas de relaxamento, de respiração e de massagem que contribuem para este fim. Além disso, a própria analgesia contribui para o alívio da dor, feita de forma individual. Muitas mulheres acreditam que parto normal não pode ter anestesia. Isto é um mito. Veja mais: Anestesia personalizada para gestante

iG: Os dados do estudo sugerem que a dor do parto é encarada como frescura ou fraqueza. O que dizer para as pessoas que enxergam a dor desta forma?

Fabíola: A dor é um limiar que precisa ser respeitado, já que é considerada o 5º sinal vital do paciente. Da mesma forma que a respiração é monitorada constantemente, a pressão arterial sempre é checada, a dor do paciente, uma sensação individual, tem de ser monitorada. A compreensão é só o ponto de partida, já que este é um sinal físico e emocional. Normalmente quem subvaloriza a dor, quando enfrenta uma, muda de postura.

DO IG

Projeto propôe mudança na eleição de suplentes de senador

Propositura prevê que suplentes devem ser os mais votados


Antes mesmo de completar o primeiro mês do ano legislativo, aberto no último dia 2 , o Senado já recebeu 66 projetos de lei. Entre eles, chamam a atenção alguns que propõem mudanças nas legislações eleitorais e tributárias. Isso reforça a tendência da Casa de dar prioridade às reformas política e tributária neste início do governo da presidenta Dilma Rousseff.

Um projeto do senador Eunício Oliveira (PMDB-CE) propõe, por exemplo, alterar a forma de eleição dos suplentes de senadores. Pelo texto, os suplentes passam a ser os mais votados, em vez do nome indicado pela coligação partidária.

Na justificativa da proposta, Eunício critica a atual forma de escolha dos suplentes. “O sistema atual permite a condução ao cargo de cidadãos que praticamente não disputam as eleições: os candidatos à suplência em geral são desconhecidos do eleitor, em grande parte das vezes financiadores de campanha ou familiares do titular, que não 'mostram sua cara' nas campanhas”.

Na mesma linha segue o projeto do senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), que propõe o fim das coligações partidárias nas eleições para vereadores e deputados estaduais e distritais. Para ele, “as coligações, quando aplicadas às eleições proporcionais, em nosso sistema eleitoral proporcional de listas abertas, com voto uninominal, acabam por servir à colonização de um partido por outro, em desfavor da efetiva representação popular nas casas legislativas.”

UOL

Municípios recebem terceira parcela do FPM nesta segunda-feira



Os Municípios recebem nesta segunda-feira (28) a terceira parcela do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) de fevereiro. Em valores com a retenção do Fundeb descontada, são R$ 859,2 milhões. Em valores brutos, sem a retenção do Fundeb, o montante é de quase R$ 1,1 bilhão. O presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, informa que este repasse é 7% menor que a estimativa divulgada pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN) no início do mês.

Com este último repasse, o total do FPM de fevereiro soma R$ 6,1 bilhões. O montante é 1,1% menor que previsto pela Receita Federal e 7,7% maior que o repasse de janeiro deste ano. Em comparação ao mesmo período do ano passado, o crescimento é de 25,5% em termos reais.
“O bom desempenho do FPM de fevereiro é reflexo da boa arrecadação do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) em janeiro, que teve um crescimento de 27,3% em relação ao mesmo período do ano passado”, calcula Ziulkoski.
Esse crescimento foi decorrente principalmente do resultado do IRRF – Rendimento de Capitais, que foi alto porque os agentes com aplicações financeiras aproveitaram o mês para realizarem lucros, resgatando principalmente aplicações de renda fixa.
Em 2011, o repasse do FPM acumula R$ 11,8 bi. O total representa um crescimento de 33,1% em relação ao mesmo período do ano passado. “Parte desse crescimento expressivo acontece em razão do baixo nível que o Fundo apresentava neste período no ano passado, quando registrou uma diminuição de 5,6% em relação a 2009 destaca o dirigente da CNM.


Março


Para março, a Receita Federal estima um repasse de aproximadamente R$ 4,6 bilhões em valores brutos, ou seja, sem a retenção do Fundeb incluída. “Este decréscimo em março era previsto porque o mês de fevereiro registrou um montante muito alto. Mesmo assim, o repasse de março será maior que o do mesmo período de 2010 e 2009”, conclui Ziulkoski.

Já o município de Pedra Lavrada, recebeu R$ 93.996,40 nesta segunda, 28. Veja o quadro abaixo.


28/02/2011 SISBB - Sistema de Informações Banco do Brasil 19:13:04
PEDRA LAVRADA - PB
FPM - FUNDO DE PARTICIPACAO DOS MUNICIPIOS
DATAPARCELAVALOR DISTRIBUIDO
28.02.2011PARCELA DE IPI4.197,73 C
PARCELA DE IR89.798,67 C
RETENCAO PASEP939,95 D
DEDUCAO SAUDE14.099,45 D
DEDUCAO FUNDEB18.799,27 D
TOTAL:60.157,73 C
TOTAISPARCELA DE IPI4.197,73 C
PARCELA DE IR89.798,67 C
RETENCAO PASEP939,95 D
DEDUCAO SAUDE14.099,45 D
DEDUCAO FUNDEB18.799,27 D
DEBITO FUNDO33.838,67 D
CREDITO FUNDO93.996,40 C
TOTAL DOS REPASSES NO PERIODO
DEBITO BENEF.33.838,67 D
CREDITO BENEF.93.996,40 C

Voz de Pedra com informações da CNM e Banco do Brasil