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Mãe põe câmara em mochila e grava agressões em escola pública do ES

Professoras de uma escola da rede municipal de Aracruz, região Norte do Espírito Santo, foram flagradas por câmeras escondidas levantando crianças bruscamente pelo braço e gritando com elas. Elas foram afastadas do cargo e a Polícia Civil contou que havia denúncia contra uma das mulheres.

Mães de alunos da escola de ensino infantil Epifânio Pontin perceberam diferenças no comportamento dos filhos, de cerca de três anos, e uma delas, que preferiu não se identificar, decidiu colocar uma câmera escondida na mochila do filho. "Ele começou a não querer ficar mais na escola. Chorava muito. Ele começou a ficar agressivo, a bater. Ele nunca foi de fazer isso", contou a mãe.

As imagens gravadas no mês de outubro mostram uma professora levantando crianças pelo braço bruscamente e depois soltando-as no chão. Em uma parte, a mulher parece atingir um aluno com um objeto preto. Em um momento, uma outra professora agarra e grita com um aluno.

Outra mãe, que não quis se identificar, relatou mudanças no comportamento do filho. "Eu conversei muito, ele me disse que tinha chorado porque ela tinha batido nele, então perguntei o que mais ela fazia, ele falou 'me bate'. Ele falou como ela fazia. Eu perguntei se ela xingava e ele falou que sim", conta.

A Secretaria Municipal de Educação abriu um processo administrativo para apurar os maus-tratos na escola. Enquanto a investigação por parte da secretaria acontecer, as professoras vão continuar afastadas do cargo. Se a agressão for confirmada, as duas serão demitidas.

A delegada Amanda Barbosa contou que o Polícia Civil investigará o caso. "Já havia um procedimento instaurado contra uma das professoras. Duas mães vieram até a delegacia e registraram boletim de ocorrência, noticiando que os filhos delas haviam sido vítimas de maus-tratos na referida escola por parte dessa professora. Em tese, elas respondem pelo crime de maus-tratos, em que a pena vai de 2 meses a um ano. Como as vítimas tem menos de 14 anos de idade ainda tem o agravamento de um terço da pena", explica.

G1