Mostrando postagens com marcador LGBTS. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador LGBTS. Mostrar todas as postagens

19 de abr. de 2014

A nova moda? "'G0ys' são homens que se relacionam entre si, mas não se consideram gays"

Eles são homens que se beijam, se masturbam juntos e fazem até sexo oral, mas não se acham gays. Penetração é "degradante", dizem

Grupo começou nos Estados Unidos, mas tem adeptos no Brasil, com site e página no Facebook

RIO - Dois homens podem se abraçar, se beijar, se masturbar juntos e até praticar sexo oral eventualmente, mas isso não significa que eles são gays. Assim pensam os g0ys (com um zero no lugar do “a”), um grupo surgido nos Estados Unidos em meados da primeira década dos anos 2000 e que vem expandindo sua filosofia pelo mundo, inclusive com muitos adeptos no Brasil. No Facebook, o grupo “Espaço g0y e afins” tem mais de 640 membros.

O site brasileiro “Heterogoy” deixa muito claro que g0y não é gay e explica que “é um heterossexual mais liberal, que não faz sexo com homens, apenas faz brincadeiras sacanas, desde que nesses contatos não ocorra a penetração”, que os participantes do movimento acreditam ser “degradante”. “O termo g0y serve para designar homens que não praticam sexo anal com outros homens”, ressalta outro trecho do site brasileiro.

O grupo, porém, causa polêmica principalmente entre os integrantes do movimento LGBT. Alguns ativistas, como o antropólogo Luiz Mott, fundador do Grupo Gay da Bahia, acreditam que a criação de novas categorias de gênero acaba tirando o foco da luta pelos direitos dos homossexuais.
- Toda diversidade sexual deve ser respeitada. Porém, num país onde um gay ou travesti é assassinado a cada 21 horas, inventar “trocentas” novas identidades de gênero desestrutura o movimento afirmativo dos homossexuais, que ainda estão lutando pela sobrevivência - afirma Mott. - Acho interessante a exploração da sexualidade, mas prefiro estimular que os g0ys se afirmem como gays.
Para o antropólogo, acreditar que só é gay quem pratica sexo anal é um equívoco.

- A homossexualidade não é sinônimo de cópula anal. Alternativas como sexo oral ou masturbação recíproca fazem parte da prática homoerótica desde a Grécia Antiga - explica Mott, que não acredita na perpetuidade dos g0ys. - É um modismo, como as lesbian chics ou os HSH (homens que dizem fazer sexo com outros homens sem se identificar como homossexuais), sendo que essas microidentidades têm um componente homofóbico, pois preconceituosamente identificam o gay como um estereótipo.

Coordenador especial da Diversidade Sexual da Prefeitura do Rio, Carlos Tufvesson concorda com Mott e se mostra surpreso com a necessidade de "catalogar" os desejos sexuais.

- Me espanta esse excesso de rótulos para a sexualidade. Isso, no fundo, tem raiz em um preconceito que liga o gay à feminilidade. Ou a penetração a algo feminino. Para mim, basta que sejam felizes e que curtam suas fantasias, pois quem não dá vazão aos desejos pode se tornar mais um homofóbico que sai por aí matando gays.

“O g0y não é um enrustido”

As regras são bastante claras para definir o pensamento desse grupo. Há alguns mandamentos simples: g0ys não namoram nem se casam com outros g0ys, “têm no máximo uma amizade íntima”, que definem como um “bromance” (contração das palavras em inglês brother - irmão - e romance). Eles só se casam com mulheres e não podem se envolver com a comunidade LGBT, além de não permitir qualquer associação com “imagens e clichês do mundo gay”.

- Um g0y é uma pessoa que antes vivia no armário e hoje pode expressar-se de uma forma livre e autêntica, mostrando que não é um enrustido, mas sim um hétero homoafetivo, consciente dos seus limites. É um elo entre héteros e homos - define Claudio LaPaz, autor do blog “Somos G0ys”.

Os sites sobre o movimento ainda trazem algumas referências históricas. O “Heterogoy” conta que o “bromance” mais famoso da história está registrado na Bíblia, no antigo testamento. “Trata-se de David e Jônatas, que, apesar de machões heterossexuais, beijavam-se e choravam juntos, e a profunda amizade, a união e o amor entre os dois era tão intensos que, mesmo naquela época, foram reconhecidos pela sociedade como sendo superiores ao amor que os dois tinham pelas mulheres”. O site americano G0ys.org ainda diz que a relação afetiva natural entre os homens foi corrompida pelo movimento gay, que pratica o sexo anal. Esse comportamento não é tolerado pelos g0ys.

Um dos maiores divulgadores do movimento no Brasil, Master Fratman, que prefere não revelar o verdadeiro nome, tem um discurso bem mais tolerante do que o de alguns sites sobre a fraternidade.

- Uma frase que resume o perfil de um g0y é: um hétero fora da prisão. O comportamento heterossexual se mantêm, porém abrem-se horizontes para a homoafetivadade. Mas não há homofobia - garante Master Fratman. - Não faz o menor sentido chamar um homoafetivo de homofóbico. Queremos justamente quebrar essa luta milenar entre héteros e homos.

Existem também alguns grupos de g0ys homossexuais, que só se relacionam com outros homens sob a condição de nunca realizarem sexo com penetração. Segundo os sites que explicam o conceito, os g0ys homossexuais não se identificam com a comunidade gay nem se comportam “publicamente como sendo um deles”, ignorando a diversidade de comportamentos dos homossexuais. Apesar de afirmarem que não são homofóbicos, os sites que falam sobre o movimento valorizam o “homem másculo” e usam expressões como “viadões” e “bichas pintosas” para se referir à comunidade gay.
“Você já viu a abordagem da mídia sobre a comunidade gay e você não se identifica com aquela imagem e considera muitas das práticas repulsivas. A verdade é que você é um cara que realmente ama a masculinidade e aprecia esses traços em outros homens, enquanto, simultaneamente, considera ações que afeminam os homens nojentas e de mau gosto”, exemplifica o maior portal sobre o assunto, o G0ys.org.

Espaço aberto para g0ys

Chamado de primeiro empreendimento g0y do Brasil, o Rancho Hedônia, na verdade, "um espaço aberto para a diversidade", segundo o dono do estabelecimento, Fabio Franco, e recebe também héteros liberais e g0ys. Só pessoas cadastradas podem entrar no clube, que fica em São José de Ribamar, no Maranhão. Lá rolam festas em que se praticam o nudismo, o voyeurismo e o suingue.

- Recebemos pessoas de todas as diversidades, mas o lugar acabou fazendo sucesso entre a comunidade g0y, justamente porque eles se sentem confortáveis aqui. Não há julgamentos, e as pessoas podem exercer sua sexualidade como bem entenderem. É um lugar de encontro - diz Franco. - Nos últimos meses, a procura do rancho por g0ys tem aumentado bastante.

O Globo

27 de set. de 2013

Menino argentino de 6 anos é reconhecido como transexual

A presidenta Cristina Kirchner aceitou hoje (26) o pedido de uma mãe para mudar o nome na carteira de identidade de menino argentino de 6 anos, que desde os 2 se considera menina e alterar oficialmente de gênero e nome. Antes de recorrer à presidenta, os pais  já haviam feito o pedido para alterar o documento da criança, mas ele foi rejeitado três vezes pelo Registro de Pessoas da província de Buenos Aires. Um dos argumentos é que era preciso esperar a puberdade para tomar uma decisão.

A mãe, Gabriela, não desistiu e escreveu uma carta para a presidenta Cristina Kirchner e outra ao governador de Buenos Aires, Daniel Scioli.  Hoje (26), a pedido do governo, o caso foi revisto e o pedido aceito. De acordo com a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República do Brasil, o transexual é aquele que "tem uma identidade de gênero diferente do designado no nascimento, tendo o desejo de viver e ser aceito como sendo do sexo oposto".

Segundo o presidente da Comunidade Homossexual da Argentina (CHA), Cesar Ciugliutti "é o primeiro caso no mundo em que foi possível modificar o gênero de uma pessoa tão jovem em um documento sem recorrer à Justiça". Gabriela usou a Lei de Identidade de Gênero para embasar o caso do filho.

Aprovada em maio de 2012, a legislação permite a travestis e transexuais mudarem seus nomes nos documentos sem recorrer à Justiça. Pelas estimativas da Federação Argentina de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais (FALGBT), a lei deve beneficiar 60 mil pessoas. "Esta foi a primeira vez que um Estado dá um documento novo a uma pessoa tão jovem, sem a intervenção de um juiz", disse a psicóloga Valeria Pavan em entrevista à Agência Brasil. Pavan é psicóloga da família há dois anos.

"Conheci Lulu quando ela tinha 4 anos", disse Pavan. "Na época chamava-se Manoel e era um menino triste. Chorava muito, se escondia debaixo da cama, vestia uma camiseta da mãe, que nele parecia um vestido e colocava um pano na cabeça para fingir que tinha cabelos longos. Desde os 2 anos ele soube que queria ser menina", explicou.

Tanto Lulu, quando Manuel são nomes fictícios, que a família usou para divulgar o caso na imprensa e, ao mesmo tempo, proteger a privacidade da criança. O primeiro que percebeu que Manuel era diferente dos outros meninos foi seu irmão gêmeo. "Ele dizia à mãe que Manuel era uma menina, que só queria brincar de boneca, sem saber que estava dizendo uma verdade", disse Pavan.

Segundo a psicóloga, as pessoas definem sua identidade cedo na vida. "Ouvi muitas histórias de vida, de adultos e adolescentes, que tem lembranças de como se sentiam mal, na própria pele, desde os 3 ou 4 anos", disse Pavan. "A novidade, neste caso, é que os pais deram ouvidos à criança. Na maioria das vezes, não dão".

Antes de recorrer a Pavan, a família tentou outros psicólogos, que recomendavam terapias envolvendo uma maior presença do pai - para que Manuel pudesse se identificar mais com o sexo masculino. "Mas a criança ficava cada vez mais triste", conta a psicóloga. Até que, aos 4 anos, a mãe resolveu fazer a vontade do filho: passou a chamá-lo de Lulu e tratá-lo como menina. "Ela acha que tomou a decisão correta, porque antes tinha um menino triste, hoje ela diz que tem uma menina feliz", disse Pavan. Feliz, mas com problemas.

Apesar de Manuel ter sido bem aceito na escola, após mudar sua aparência e nome, ele passava por situações desconfortáveis em qualquer outro espaço público, onde tinha que apresentar um documento de identidade  - como na sala de emergência de um hospital, lotada de crianças e seus pais. Com o novo documento, isso não voltará a acontecer.

"Mas Lulu vai precisar de muito acompanhamento psicológico porque, apesar de o Estado ter aceito sua mudança de gênero e nome, ela não é igual às outras meninas. E vai ter que esperar até ser mais velha para fazer tratamentos hormonais ou cirurgias", explicou Pavan. "Mas espero que esse caso, emblemático ajude outras famílias a ajudar seus filhos a sentirem-se cômodos com quem são".

A Argentina é pioneira na defesa dos direitos de homossexuais e transexuais. A Lei de Identidade e Gênero também prevê tratamentos com hormônios e cirurgias gratuitas para mudar de sexo em hospitais públicos. Antes mesmo da lei entrar em vigor, em 2011, Angie Beatriz Alvarez - uma agente da polícia de Rosário (no interior da Argentina) conquistou o direito de usar uniforme feminino no trabalho. Também houve o caso da primeira professora transexual da rede de ensino público da cidade de Buenos Aires: Jose D'Oro foi casado e pai de duas filhas mas há seis anos decidiu que preferia ser chamado de Melissa e vestir-se como mulher.

A Argentina também foi um dos primeiros países a aprovar o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
AGÊNCIA BRASIL

13 de set. de 2013

Oliver Kahn teme represálias e não aconselha gays no esporte a se assumirem

Vice-campeão do mundo com a seleção alemã na Copa de 2002, o ex-goleiro Oliver Kahn deu uma declaração polêmica nesta sexta-feira. Em entrevista à Revista People, o alemão afirmou que não aconselharia os atletas homossexuais de seu país a se assumirem publicamente.

"Pode parecer triste, mas eu não aconselharia ele (um jogador gay) a se assumir", afirmou Kahn, eleito o melhor jogador do Mundial no qual o Brasil conquistou o pentacampeonato.

Para defender sua afirmação, Kahn declarou que o atleta teria que enfrentar provocações de torcedores rivais nas partidas e ainda temeu por 'coisas desagradáveis' devido à paixão das torcidas.

"A atmosfera no futebol é aquecida. Há rivalidades, o que pode levar as pessoas a fazerem coisas desagradáveis. Como ele vai lidar com patrocinadores? O que isso significa para a carreira? A situação é mais difícil do que parece à primeira vista", declarou o ex-goleiro, hoje com 44 anos.

O tema 'homossexualismo no esporte' ganhou espaço para debates na Alemanha especialmente depois que a Federação local 'desafiou' os atletas gays a se assumirem, demonstrando total apoio a eles. Até mesmo a seleção de futebol foi convidada para desfilar no Dia do Orgulho Gay, em julho.

esporte.uol.com.br/

16 de mai. de 2013

HOMOFOBIA: Com rosto completamente inchado, estudante relata agressões sofridas e se diz vítima de homofobia no Sertão

Estudante espancado

Às vésperas do Dia do Enfrentamento à Homofobia, quando o governo estadual anuncia uma série de ações que garantem a dignidade da pessoa homossexual e quando passa a vigorar a determinação do Conselho Nacional de Justiça que proíbe os cartórios de recursar as solicitações de casamentos homoafetivos, o preconceito ainda se manifesta de maneira violenta no Sertão paraibano.
Nesta quinta-feira (16), o depoimento de um rapaz chocou os usuários das redes sociais, ao revelar que foi brutalmente atacado na madrugada do último domingo (12), na cidade de Cajazeiras, a 469 quilômetros de João Pessoa. O motivo do ataque, segundo a vítima, foi o fato dele ser homossexual assumido.  
O depoimento do estudante Ogoberto Ferreira de Lima, 24 anos, foi dado ao radialista da rádio Difusora de Cajazeiras, Jota França, e publicado na rede social Youtube. Ele revela que estava indo para casa quando alguém chamou a sua atenção e, ao virar para ver quem o chamava, levou um forte soco no rosto, que lhe quebrou o nariz, o fez cair e ficar atordoado, não lembrando mais nada a partir de então.
Ele ficou desacordado durante um tempo e, quando despertou, chamou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que o levou ao hospital da cidade. Ele fraturou o maxilar, o nariz e teve várias escoriações pelo corpo. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil.
Cajazeiras é uma das nove cidades brasileiras que elegeu um representante homossexual assumido para compor a Câmara de Vereadores. Julcinério Félix (PTB) tem como uma de suas principais bandeiras lutar contra a homofobia e, há uma semana, deu entrevista aconselhando seus munícipes a 'saírem do armário' e serem felizes, provocando que o número de homossexuais reprimidos na cidade é maior do que os assumidos.

Assista ao vídeo:
Dia de Enfrentamento à Homofobia
Nesta quinta-feira (16), o Governo do Estado anunciou que os meses de maio e junho serão desencadeadas ações constantes de enfrentamento à homofobia, lesbofobia e transfobia e a promoção da cidadania de lésbicas, gays, bissexuais e travestis (LGBT) na Paraíba.
Em 13 municípios, incluindo a capital João Pessoa, a Secretaria da Mulher e da Diversidade Humana promoverá atividades relacionadas ao Dia de Enfrentamento à Homofobia, no dia 17 de maio. As ações ocorrerão até 31 de maio. Em junho, a programação lembrará o dia 28 deste mês, quando se comemora o Dia do Orgulho LGBT e o Dia Estadual da Diversidade Sexual na Paraíba.
Estão previstas feiras de serviços pela cidadania LGBT, que acontecerão também nas praças públicas de João Pessoa, Campina Grande, Cajazeiras, Cuité, Sapé e Rio Tinto, com participação do Espaço LGBT- Centro de Referencia de Enfrentamento à Homofobia do Governo do Estado.
Segundo a secretária da Mulher e da Diversidade Humana, Gilberta Soares, as diversas atividades serão realizadas em parceria com com as prefeituras municipais.
O Dia Mundial de Combate à Homofobia é celebrado nesta sexta-feira (17). Na Assembleia Legislativa da Paraíba foi realizada nesta quinta uma sessão especial para marcar a data.
Segundo a deputada estadual Iraê Lucena (PMDB), que propôs a sessão, de acordo com de organizações gays da Bahia, "a Paraíba é o segundo do Brasil onde mais ocorre crimes homofóbicos”.
O delegado Marcelo Falcone, da Delegacia de Crimes contra a Pessoa, ressaltou a importância de criar debates que tenham visibilidade para conscientizar a população. “Com esta discussão temos uma possibilidade de dar maior visibilidade para o combate ao preconceito, a repressão e ao desrespeito que vivenciamos todos os dias”, disse o delegado.
Para a transexual Fernanda Benvenutti é necessário criar leis que protejam os homossexuais da violência que tem provocado mortes em todo o país. “Somos vulneráveis unicamente pela diferença de gênero e precisamos combater os crimes que acontecem apenas porque somos homossexuais. Uma sessão como esta vem contribuir para a gente mostrar que é preciso se aprovar leis para coibir os crimes. Nós já avançamos bastante no judiciário, mas não conseguimos avançar no parlamento”, destacou.
A Justiça Paraibana aprovou recentemente, através do Provimento 06/2013, a estruturação da união estável nas serventias extrajudiciais de todo o Estado. O documento também regulamenta a conversão da união estável em casamento e autoriza o processamento dos pedidos para casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Também nesta quinta-feira, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) criticou nesta quinta-feira (16) a decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que orienta os cartórios a não recusar a celebração de casamento civil de pessoas do mesmo sexo ou de negar a conversão de união estável de homossexuais em casamento. A conferência também divulgou nota no qual reafirma sua posição contra a redução da maioridade penal.
Em nota, a CNBB disse que considera que as uniões de pessoas do mesmo sexo “não podem ser simplesmente equiparadas ao casamento ou à família”. A conferência defende o “matrimônio natural entre homem e mulher bem como a família monogâmica” como princípio inquestionável. “Equiparar a união civil ao casamento não é aceitável devido aos nossos valores. Esta nota reafirma posições anteriores tomada pela CNBB", disse o vice-presidente em exercício da CNBB, dom Sergio Arthur Braschi.
Na opinião dos bispos, a resolução do CNJ gerou uma confusão de competências. Eles argumentam que a competência para decidir sobre a questão seria do Congresso Nacional e não do CNJ. “Nós achamos que o CNJ não é a esfera de competência para tratar de tais questões. Definir sobre essas questões caberia à sociedade brasileira representada no Congresso Nacional”, complementou dom Sergio Braschi.
A proposta foi apresentada pelo presidente do conselho e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, e começou a vigorar a partir desta sexta-feira em todos os cartórios do país. A decisão foi baseada no julgamento do STF, que considerou inconstitucional a distinção do tratamento legal às uniões estáveis homoafetivas e na decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que julgou não haver obstáculos legais à celebração de casamento de pessoas do mesmo sexo.
A resolução causou polêmica no meio jurídico. A principal crítica é que a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de 2011 usada para justificar a medida não tratava de casamento, mas apenas de união estável.


28 de abr. de 2013

Primeiro casamento gay da Paraíba pode ser autorizado na terça-feira


O primeiro casamento civil entre pessoas do mesmo sexo pode estar prestes a ser realizado na Paraíba. Depende apenas do resultado de um estudo que vem sendo realizado pelo corregedor-geral do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), desembargador Márcio Murilo da Cunha Ramos. O estudo pode resultar na edição de um provimento com orientações sobre casamentos homoafetivos e que deverá ser seguido pelos cartórios de registro civil em todo o Estado. O provimento, que não precisará passar pelo Pleno do TJPB, será publicado até esta terça-feira no Diário da Justiça eletrônico.

O estudo do corregedor atende a pleito formulado pelo presidente da Comissão da Diversidade Sexual e Direito Homoafetivo da Ordem dos Advogados da Paraíba, Seccional Paraíba (OAB-PB), José Baptista de Mello Neto, que defende a regulamentação do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo com base no que estabelece a Constituição Federal e em decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

O desembargador Márcio Murilo disse que ainda está estudado o caso, com base no que dispõe a lei e a jurisprudência, e prometeu um posicionamento no início desta semana. “A Corregedoria Geral está fazendo um estudo jurídico detalhado do caso, sempre respeitando a Constituição Federal e as decisões das cortes superiores. Não temos e não devemos ter posicionamentos pessoais e nem religiosos sobre a essa questão”, afirmou.

De acordo com José Neto, desde maio de 2011, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) autorizou casamento entre pessoas do mesmo sexo. Além disso, o Supremo Tribunal Federal (STF), no mesmo ano, em decisão unânime, reconheceu a união estável entre pessoas do mesmo sexo como entidade familiar, atribuindo-se aos conviventes homoafetivos os mesmos direitos e deveres decorrentes da união estável heterossexual.

“O casamento civil homoafetivo é legal, só precisa de uma regulamentação, como vem ocorrendo nos demais Estados da Federação, nos quais em 11 já houve disciplinamento por meio de provimentos, instruções normativas e até mesmo ofícios circulares emitidos pelas Corregedorias de Justiças dos respectivos Tribunais”, comentou o advogado.

José Neto informou que os Estados em que o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo está regulamentado são: Paraná, Bahia, Alagoas, Ceará, Sergipe, Piauí, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal.

O advogado acredita que não há razões para que o Estado da Paraíba se mantenha neste impasse, sem disciplinar a matéria, e siga o exemplo que vem ocorrendo nos demais Estados brasileiros.

“Acreditamos que a Paraíba não vai apresentar um perfil retrogrado, conservador e vai editar este provimento autorizando o processamento dos pedidos de habilitação de casamento entre pessoas do mesmo sexo”, declarou José Neto.

Advogado vê fundamentação legal - De acordo com José Neto, a regulamentação do casamento entre pessoas do mesmo sexo tem fundamento legal na Constituição Federal, nos artigos 3º e 5º, que estabelecem princípios e referências para legalidade e para não discriminação, no que diz respeito à dignidade da pessoa humana e da igualdade de todos perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, inclusive o sexo.

Na prática, como explicou o advogado, o provimento permitirá que todo casal homoafetivo possa solicitar junto ao cartório de registro civil, a habilitação direta para o casamento civil, sem se deparar com resistências ou qualquer tipo de discriminação.

O advogado revelou que a luta da Comissão da Diversidade Sexual e Direito Homoafetivo da OAB-PB começou no ano passado, quando um casal homossexual (dois homens) foi ao cartório para se habilitar para o casamento, foram tratados com desdém e preconceitos.

“Nós recorremos da decisão, o juiz deferiu o pedido, mas o Ministério Público pediu impugnação, com base no artigo 1.514 do Código Civil, de que o casamento deveria ser entre homem e mulher. O caso está em grau de recurso junto ao Conselho da Magistratura do Tribunal de Justiça da Paraíba”, revelou.

De acordo com José Neto, além deste caso, que se encontra em grau de recurso, há pelo menos 18 outros casais que já procuraram a Comissão, só em João Pessoa, aguardando uma decisão favorável em relação ao casamento homoafetivo no Estado, e todos eles recebem apoio e atendimento gratuito. “O que eles querem todos é que a conversão da união que mantém em casamento, não estamos pleiteando casamento no religioso, mas sim, no âmbito civil, como já vem ocorrendo em vários Estados da Federação”, comentou o presidente.

O advogado revelou ainda, que assim que houver disciplinamento regulamentando o procedimento para o casamento homoafetivo pela Corregedoria Geral de Justiça, deverá haver uma cerimônia coletiva com dezenas de casais na Paraíba, a exemplo do que vem ocorrendo nos demais estados.

“Em São Paulo, assim que houve a regulamentação houve um casamento coletivo com 40 casais. No Rio de Janeiro já houve três sessões coletiva, com casamentos de pelo menos 50 casas, em cada sessão. Aqui devemos contar com mais de 100 casais”, informou. (AR)

Na Câmara e no CNJ - Além dos provimentos e resoluções normativas baixadas pelas Corregedorias de Justiça de vários Estados, o casamento entre pessoas do mesmo sexo, tem outros aliados que estão em tramitação no âmbito da Câmara dos Deputados e no Conselho Nacional de Justiça.

Na Câmara dos Deputados há em tramitação um projeto de lei de autoria do deputado federal Jean Wyllys (Psol-RJ), que prevê alteração de vários artigos do Código Civil brasileiro e está em curso, mediante a coleta de assinaturas, a apresentação Projeto de Emenda Constitucional (PEC), que prevê alteração do artigo 226 da Constituição Federal, para instituir o ‘Casamento Civil Igualitário’, também de autoria do parlamentar.

As propostas do parlamentar, que é coordenador da Frente Parlamentar Mista pela Cidadania LGBT, é resultado de ampla campanha realizada com militantes do movimento que teve como slogan “Quem ama tem o direito de casar – Pela aprovação da PEC do Casamento Civil entre Homossexuais”.

O projeto de Lei, que foi protocolado no mês passado, e ainda não tramitou nas comissões da Casa, prevê a alteração de 11 artigos da Lei 10.406/2002, o famoso Código Civil brasileiro. Os artigos passíveis de alterações são: 551, 1.514, 1.517, 1.535, 1.541, 1.565, 1567, 1598, 1.642, 1.732 e 1727.

Na justificativa do projeto os autores defendem que o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo deve ser o mesmo, deve ter os mesmos requisitos e efeitos, deve garantir os mesmos direitos e deve levar o mesmo nome que o casamento civil entre pessoas de distinto sexo. Além disso, que a única maneira de garantir igualdade em relação ao casamento civil é que todas as pessoas tenham a ele, sendo, imperiosa e justa, a necessidade da aprovação do projeto.

Artigo 226 da Constituição - A PEC (Proposta de Emenda à Constituição) prevê a alteração do artigo 226 da Constituição Federal. A frase que afirma que o casamento será entre homem e mulher será alterada para “o casamento será entre duas pessoas”. Para apresentar a proposta na Câmara dos Deputados, Jean Wyllys precisa da assinatura de 172 parlamentares. Mas até agora só conseguiu 100 subscritores, cujos nomes preferiu não divulgar, antes da formalização da proposta.

O projeto de Lei e a PEC, que têm o objetivo de fazer com que o direito ao casamento gay e as garantias decorrentes dessa união saiam da esfera do Judiciário, ganharam força e vários apoiadores depois da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que reconheceu, em 2011, a união estável em relacionamentos homoafetivos.

De acordo com Jean Wyllys (PSOL-RJ) que continua buscando assinaturas dos colegas deputados para apresentação da PEC, no início, foi muito difícil, quase impossível, mas está conseguindo grandes avanços.

O deputado afirmou que houve grandes avanços na Justiça, principalmente após a sentença do STF, que reconheceu que os casais do mesmo sexo podem constituir uma família e têm direito à união estável com os mesmos requisitos e efeitos que as uniões estáveis de homem e mulher, e do STJ, que reconheceu o direito ao casamento civil de um casal de lésbicas do Rio Grande do Sul -, vários estados regulamentaram o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo por decisões do Judiciário. “Em todos esses estados, qualquer casal tem direito ao casamento civil. É só ir ao cartório e marcar a data do casamento e casar”, comentou, ressaltando, que ainda falta que esse direito chegue ao resto dos estados brasileiros.


Portal Correio

Governo discute ações de saúde voltadas para população LGBT


As ações de saúde voltadas para a população LGBT foram discutidas nesta sexta-feira (26), durante seminário promovido pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde (SES). O I Seminário Estadual de Saúde da População LGBT aconteceu durante todo o dia no auditório do Centro Formador de Recursos Humanos (Cefor) e reuniu aproximadamente 100 pessoas, entre representantes das Gerências Regionais de Saúde e representantes de Organizações Não Governamentais (ONGs).
A representante do Ministério da Saúde e coordenadora do Comitê Técnico Nacional de Saúde Integral da População LGBT, Kátia Souto, participou do seminário, proferindo a palestra “Atualização sobre os avanços da Política Nacional de Saúde Integral da População LGBT e desafios para o Estado da Paraíba”. Para ela, o evento marca um dia importante não só para a população LGBT, mas para toda a sociedade. “A nossa sociedade ainda é discriminatória, não só para a sociedade LGBT, mas para os negros, os indígenas, pessoas com deficiência, e até com relação aos idosos. A política LGBT procura dialogar com as demais políticas, para assim elegermos prioridades”, comentou.
De acordo com a presidente da Associação dos Travestis da Paraíba (Astrapa) e representante do Comitê Nacional de Saúde Integral da População LGBT, Fernanda Benvenutty é extremamente importante reunir gestores para o diálogo em torno da população LGBT. “Nós buscamos aqui um dia de boas propostas e de resolutividade para essas propostas. Que os gestores possam dialogar e conhecer cada vez mais a população LGBT, que é uma população ampla e diversa. Eventos como esse são importantes para reunir as cabeças pensantes desse movimento e trazer políticas efetivas de saúde LGBT na Paraíba”, disse.
Segundo a gerente operacional das DST/AIDS e Hepatites Virais da Secretaria de Estado da Saúde, Ivoneide Lucena, o seminário faz parte das ações do Comitê Estadual de Saúde Integral da População LGBT. “O nosso objetivo aqui é fortalecer o diálogo e as ações de cuidado para com essa população, que não é pequena no Estado. Queremos dar visibilidade a essa população, que infelizmente ainda é vista com muito preconceito pelas pessoas e para isso devemos colocar em prática o que vem ocorrendo na atual gestão em todas as Secretarias Estaduais, que é o respeito à individualidade humana, e incluir essa população nos serviços de saúde”, ressaltou.
Ivoneide Lucena destacou que o Estado, por meio da Secretaria de Estado da Mulher e da Diversidade Humana (Semdh), implantou o Espaço LGBT, onde são disponibilizados atendimentos com psicólogos e advogados para as pessoas que fazem parte da população LGBT. “Além disso, nos próximos dias a SES estará implantando um Ambulatório Estadual de Saúde da População TT (Travestis e Transexuais), no Hospital Clementino Fraga. Nesse local as pessoas terão o acompanhamento de fonoaudiólogo, ginecologista, endocrinologista, psicólogo, dentista, entre outros. Dessa maneira, acredito que estamos avançando, resignificando e propondo formas de cuidado para as pessoas LGBT do Estado”, completou.
“É um momento de pensarmos e implementarmos políticas de acesso à saúde integral para lésbicas, travesti ou mulher trans, homem trans e gay”, enfatizou a gerente executiva de Direitos Sexuais e LGBT, Roberta Rocha Schultz.
Também estiveram presentes ao evento a secretária de Estado da Mulher e da Diversidade Humana, Gilberta Santos Soares; a diretora do Complexo Hospitalar Clementino Fraga, Adriana Teixeira; e o representante do Fórum de Entidades LGBT da Paraíba, Luciano Vieira.
SECOM-PB

17 de abr. de 2013

Silas Malafaia organiza marcha contra o “casamento gay”

Protesto em frente ao Congresso Nacional vai defender Marco Feliciano

O pastor Silas Malafaia organiza, com outros líderes evangélicos, uma grande manifestação em defesa “da família tradicional, da vida, da liberdade de expressão e religiosa”. O evento está programado para o dia 5 de junho, em Brasília, com parada estratégica em frente ao Congresso Nacional. Malafaia assegura que levará mais de 30.000 fieis ao protesto, para marcar posição contra o casamento gay, o aborto e o Projeto de Lei 122, que criminaliza a homofobia. Deputado pelo PSC e presidente da Comissão de Direitos Humanos, Marco Feliciano ocupará posição de destaque no evento. “Já que estão forçando a barra sobre o casamento gay, vamos a Brasília para dizer que estamos do outro lado. Não é um ato exclusivo para apoiar Marco Feliciano, mas para marcarmos nossa posição. Vamos dar a nossa resposta. Todas as lideranças evangélicas estarão presentes, assim como a bancada evangélica. Vai ter gente de todos os lados do Brasil”, avisa Malafaia, acrescentando que fiéis estão sendo convocados pelas redes sociais.

Antes da Jornada Mundial da Juventude, que levará o papa Francisco ao Rio de Janeiro, de 23 a 28 de julho, os evangélicos terão ainda outro grande evento público. Marcada para 25 de maio, a Marcha para Jesus espera reunir de 100.000 pessoas na Avenida Rio Branco, no centro do Rio. A caminhada, segundo Malafaia, também não tem o objetivo de ser um ato pró-Feliciano, mas as manifestações de apoio, incluindo cartazes e faixas, “estão liberadas”.

No ano passado, a Marcha para Jesus reuniu 300.000 pessoas na Avenida Rio Branco, no Centro do Rio. Com patrocínio de 2,5 milhões de reais da prefeitura – segundo Malafaia 500 milhões de reais foram devolvidos – o ato teve como tema o “direito à liberdade de expressão” – uma referência ao Projeto de Lei 122. Ao longo da manifestação, evangélicos seguraram faixas contrárias ao projeto e ao aborto. Para os evangélicos, o PL 122 é uma ameaça ao direito de “liberdade de expressão”. Os pastores temem que, com a aprovação do texto, possam ser presos caso preguem contra a homossexualidade.

Apesar de Feliciano não ser o objetivo central dos dois eventos, é certo que o apoio ao pastor dará o tom das reuniões. Líderes evangélicos e partidários, no entanto, começaram a estabelecer o que é a posição pessoal do deputado e o que pensam as igrejas. Em vídeos divulgados recentemente, Feliciano afirma, durante uma pregação, que a morte de John Lennon e dos integrantes do grupo Mamonas Assassinas foram castigos de Deus. “Ninguém afronta Deus e sobrevive para debochar”, disse Feliciano, sobre o ex-Beatle assassinado em 1980. Para Malafaia, os episódios recentes envolvendo Feliciano, deputado federal eleito com 211.000 votos, têm efeito positivo e terão efeito certo: aumentarão a bancada evangélica.

“Na próxima eleição, Marco Feliciano terá mais de 500.000 votos. Pode escrever. Ele vai arrebentar. Tudo isso foi bom para ele, foi bom para as eleições dos evangélicos em 2014. A comunidade evangélica é fracionada por várias opiniões, mas existem assuntos que nos unem. Essa questão do Marco Feliciano nos uniu. Nós, os evangélicos, não “habemus Papam”. Nós “habemus” líderes. E o Feliciano dá a possibilidade de nós, líderes, dizermos para os evangélicos: Vocês estão vendo aí? Vejam o que dá votar em gente contrária aos nossos princípios”, disse.

Blog Júlio Severo

25 de mar. de 2013

TUDO NA PAZ: 9º BPM policia 2ª Parada Gay em Pedra Lavrada

Pedra Lavrada(PB): Comandados, na ocasião, pelo Capitão PM Edgar, militares pertencentes ao 9º Batalhão de Polícia Militar, policiaram durante toda a noite deste domingo, 24, a realização da 2ª Parada GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transsexuais) do município de Pedra Lavrada-PB.

O policiamento ostensivo montado pelo 9º BPM visou inibir possível ação de vândalos, rixas, ameaças e ações de grupos radicais, assim como efetuar apreensão de entorpecentes e armas brancas ou de fogo.


O esquema de policiamento foi arquitetado pelo Setor de Inteligência da Unidade e contou com a presença de homens da ROTAM, Destacamento Policial Militar de Pedra Lavrada, Patrulha Rural e do Comando de Policiamento da Unidade (CPU).

“Não tivemos o registro de nenhuma ocorrência que viesse a exigir maior atenção por parte dos nossos policiais. O efetivo policial presente em número adequado proporcionou sensação de segurança a todos, inclusive, àqueles que apenas passaram pelo local em direção a outras regiões da cidade”, esclareceu o Major Afonso Antônio Galvão, Comandante do 9º Batalhão de Polícia Militar.

ASCOM
http://www.pm.pb.gov.br/pm_sites/ler_noticia1975-3831.htm

Pedra Lavrada dá espetáculo de cidadania e realiza exitosamente a 2ª Parada Gay

Pedra Lavrada(PB): A cidade de Pedra Lavrada, localizada no Seridó Oriental paraibano, realizou a 2ª Parada LBGTS. O primeiro evento ocorreu em janeiro de 2012 e reuniu uma grande quantidade de participantes. Havia uma expectativa muito forte quanto à realização da segunda parada. 

À frente da organização do evento estava Jeane Souza e uma rede de colaborares e colaboradoras. O evento ocorreu na mais completa harmonia, respeito e alegria. Houve uma integração muito forte da população lavradense com a comunidade LGBTS da cidade e região.

Segundo Jeane, a população lavradense deu "um banho de cidadania". Quando no Brasil, e na própria Paraíba, há um crescente clima de desrespeito com as "diferenças". Há uma discussão muito forte no Congresso Nacional com a indicação de um Deputado Federal para presidir a Comissão de Direitos Humanos e Minorias que, já manifestou publicamente, sua posição contrária à causa GLBTS no Brasil.







CLIQUE AQUI PARA VER MAIS FOTOS DO EVENTO.

vozdepedra com Anderson Eliziário

22 de mar. de 2013

Pedra Lavrada: II Parada Gay é destaque num dos maiores jornais de Sâo Paulo

Foto da I Parada Gay - 2012

Vejam a matéria quer foi publicada pela Agência Estado de São Paulo.

Sertão da Paraíba organiza segunda parada gay

A agente de limpeza Jeane Santos, 31 anos, de Pedra Lavrada (PB), está organizando a II Parada Gay da cidade. Com apenas 8 mil habitantes, Pedra Lavrada, chamada de 'cidade do amor', está localizada na região de Borborema, no Brejo(Seridó) Paraibano. 

Jeane diz que tem uma irmã transexual, Kelly Horana, e promove o evento com trio elétrico e eleição da musa gay da cidade. As paradas gays costumam acontecer em junho, por volta do dia 28, data do Orgulho LGBT. "Meu irmão se veste de menina desde os 12 anos e minha mãe sempre apoiou. Como ele trabalha como cozinheira e viaja muito, resolvi organizar o evento na cidade. Na verdade, a ideia é dele, mas eu o apoio e luto contra a homofobia", disse Jeane. 

Segundo ela, a cidade nunca registrou nenhum crime homofóbico, mas na região os assassinatos de homossexuais são comuns. Ela disse também que a Paraíba elegeu representantes LGBTs nas eleições de 2012. Em Pilar, a travesti Shirley Costa, 51, foi eleita vereadora pelo PRB com 273 votos. Na cidade de Cajazeiras, o primeiro vereador gay foi eleito com 889 votos pelo PTB.

UOL
http://www.odiario.com
Agência Estado

6 de mar. de 2013

Pedra Lavrada realiza sua 2ª Parada do Orgulho LGBT

No dia 24, será realizada a 2ª Parada do Orgulho LGBT de Pedra Lavrada na Região do Seridó paraibano. A concentração está marcada para as 14h. O evento, cuja organização é do Grupo LGBT de Pedra lavrada tem como tema “Nossa luta é por direitos, Nossa bandeira é a do respeito".


Entre as atrações na praça acontecerá à escolha da Miss Gay 2013, show com DJs e artistas renomados no universo Gay.

VEJA COMO FOI A 1ª PARADA DO ORGULHO LGBT REALIZADA EM JANEIRO DE 2012. CLIQUE AQUI.



9 de jun. de 2012

Gays são bem-vindos nesta igreja


Atrás de uma porta de vidro fosco, em um trecho mal iluminado e repleto de botequins na Avenida São João em São Paulo, uma pastora prega trechos do livro de Gênesis para seus ouvintes. É um culto que ocorre em salão fechado, com paredes brancas e diversas cadeiras de escritório enfileiradas em frente ao altar. Para amenizar o calor, o salão com cerca de 300 metros quadrados tem diversos equipamentos de ar condicionado e ventiladores espalhados.

Logo na entrada, um membro da igreja recebe os fiéis e os acomoda nos poucos lugares vagos. A integrante é uma moça com camisa preta, calça jeans e cabelo com gel. No altar, a pastora começa a pregação do dia com um forte sotaque pernambucano, cabelo preso com um rabo de cavalo e uma camisa social azul clara masculina. Diferentemente dos cultos de outras igrejas evangélica ou católicas, a celebração deste domingo era majoritariamente composta por casais homossexuais, embora o fiel e assessor de imprensa da igreja, Abdalla Daichoum, diga que o público é diverso.

O culto acontece na igreja inclusiva Comunidade Cidade de Refúgio, que lançou em meados de maio uma campanha nas redes sociais contra discriminação de casais homossexuais. A ação denominada “Criação de Deus” mostra três casais – um heterossexual, um homossexual masculino e outro casal gay feminino – com os dizeres: “Criação De Deus”. Posaram para a campanha o casal de pastoras homossexual, Lanna Holder e Rosania Rocha, líderes da igreja.

A ação coincide com as comemorações do primeiro aniversário da instituição, que acontece na terceira semana de junho, e terá como ápice a distribuição de folhetos e a conversão de homossexuais durante a Parada Gay de São Paulo.

O culto prossegue de forma descontraída e bem-humorada. Entre uma leitura bíblica e outra, a pastora pernambucana Lana brinca com os fiéis e puxa um grito de louvor parodiando o sucesso sertanejo Eu quero tchu, eu quero tcha. Na versão da igreja, a música virou: “Eu quero Jê, eu quero zus, eu quero Jê-jê-jê Jesus!”

Criada com a intenção de reaproximar os homossexuais da religião, a igreja também preocupa-se em mantê-los por perto. Logo após a entrada, os fiéis encontram um aparelho de ponto eletrônico fixado na parede. Com ele, a presença dos fiéis é controlada e cobrada como disse a pastora durante o culto do domingo 27. “Não pode esquecer de passar pelo ponto (eletrônico), irmãos”, diz. “Quem não passar vai receber ligação em casa para sabermos porque está faltando nos cultos e se está tudo bem. É um cuidado que temos”, completa.

Todo esse cuidado está relacionado com os planos de crescimento da igreja inclusiva e “ultrapassar os muros”. Em comemoração a seu primeiro aniversário, a igreja comprou por 3500 reais um programa de rádio com uma hora de duração, que irá ao ar em todos os sábados do mês de junho, na 101,3 FM.

A iniciativa foi anunciada com euforia e descontração pela pastora Lanna Holder. “Você está chique, irmão. Congrega numa Igreja que tem programa na rádio”, disse. “Mas, agora, não deixem de orar para Jesus levantar mantenedores para esse processo”, emenda.


Logo após o anúncio do programa veio o momento da oferta. Juntamente com as cestas para a captação das doações em dinheiro, máquinas de cartão de crédito e débito passavam espremidas pelos corredores estreitos do salão da Igreja. Enquanto isso, Holder sempre bem humorada brincava “põe uma mão no coração e outra no bolso, irmão.”

No entanto, referências e críticas aos preconceitos das outras igrejas aos homossexuais são constantes. Segundo a própria definição da pastora, a Igreja Comunidade Cidade de Refúgio é formada por líderes que lutam para ser crentes.“A Igreja nasceu com um prognóstico negativo, mas não é porque existem todas essas dificuldades que vamos aceitar esse julgamento”, disse Holder, na metade do culto. No momento em que discursava, uma televisão fixada no teto do salão exibia a mensagem: ‘Lembre-se: O impossível é apenas uma das especialidades de Deus’.

Em referência direta às outras igrejas evangélicas, Holder prossegue dizendo que crente que faz muito ‘furdunço’, com pouco amor, não faz diferença. “Se profecia segurasse membros, centro de macumba estava cheio”, ironiza. Segundo ela, o que faz a Igreja crescer é o amor. “Muitos de nós fomos abortados do seio de sua Igreja. Passamos a descrer que a Igreja seja capaz de gerar filhos”, diz. “Nossa Igreja não é estéril, nós vamos gerar filhos, vamos evangelizar e salvar almas”, completa.

Essa evangelização já tem data e hora para acontecer: na semana de 7 de junho, durante a Parada Gay, em São Paulo. Intitulada Semana da Diversidade, as ações começam com uma campanha de evangelismo no Vale do Anhagabaú, no dia 7. Já durante os dias 9 e 10, membros da igreja participarão da caminhada lésbica na Avenida Paulista e na Parada Gay, vestindo camisetas com a frase “Já passou da hora de você voltar.”

O culto durou cerca de duas horas e meia e terminou com um canto entoado em pé por todos os presentes. Em seu refrão fica claro a intenção de reaproximar os fiéis homossexuais do evangelho. “Uma nova história Deus tem para mim. Um novo tempo Deus tem para mim. Tudo aquilo que perdido foi, ouvirei de sua boca…”, diz o refrão que encerra o culto do domingo.

Somente naquela noite, mais de dez pessoas se converteram. Jaqueline era uma delas. Acompanhada de sua esposa, Deise, e de sua filha com cinco anos de idade, Jaqueline estava muito emocionada ao final da celebração. “Procuramos a Igreja porque aqui ela nos aceita da forma como realmente somos”, conta.

Sob o olhar desconfiado de sua filha, ela completa “é importante trazê-la aqui e mostrar a importância de respeitar e ser tolerante com a escolha dos outros para ela não crescer homofóbica”.

Outra a se converter foi a descendente de americanos Heather. Para chegar até a Igreja Cidade Refúgio, Heather vence quase 20 quilômetros de distância entre sua casa no bairro do M’Boi Mirim até o centro de São Paulo, onde fica a Igreja. “Aqui o ambiente é animado e acolhedor, você não sente ninguém te olhando torto”, diz.

Heather conheceu a Comunidade Cidade de Refúgio através da Internet. “Não me aceitavam na Igreja que eu ia”. “É muito ruim crescer dentro de uma e depois não poder mais freqüentá-la”.

Naquele domingo, Heather foi à Igreja apenas acompanhada de sua companheira, mas disse ter dois filhos fruto de um ex-casamento. “Para os meus filhos é mais difícil por conta da convivência com o pai, mas quero que eles aprendam a respeitar e não cresçam no ambiente que eu cresci”, conclui.

Carta Capital

24 de jan. de 2012

PEDRA LAVRADA REALIZA, COM GRANDE SUCESSO, A 1ª PARADA GAY

Kelly Ohana
Pedra Lavrada - PB
Neste último domingo (22), a "Comunidade GAY" organizou a 1ª Parada do Orgulho GBLT.

O evento iniciou-se por volta das 19h na saída de Pedra Lavrada-Campina Grande.

O evento percorreu a Rodovia PB-177, as ruas Professor Francisco Ferreira, Cordeiro de Souza e a Praça Eugênio Vasconcelos. 

A população lavradense, mais uma vez, deu exemplo de civilidade e respeito. Milhares de pessoas, incluindo famílias completas, jovens e idosos, acompanharam todo o trajeto até o Pátio de Eventos Maria Valdira de Arruda.

A cidade recebeu muitos visitantes e o evento ocorreu na mais completa paz e harmonia.




Diante do sucesso obtido, parece claro que a cidade de Pedra Lavrada ganhou mais uma data festiva.























VOZDEPEDRA.COM

27 de dez. de 2011

Paraíba é estado campeão na matança de gays, lésbicas e similares


A Paraíba mata gays com abundância. No período de janeiro de 1990 a dezembro de 2011, foram registrados os assassinatos de 128 homossexuais no estado, conforme levantamento do Grupo Lilás. Só em 2011 morreram 21 homossexuais: onze gays; seis travestis ou transexuais; três lésbicas e um heterossexual, distribuídos em oito municípios paraibanos, dentre eles João Pessoa, Campina Grande, Queimadas, Sousa, Cabedelo, Bananeiras, Santa Rita e Patos.

Os 21 crimes ocorridos em 2011 são apresentados no relatório do Movimento do Espírito Lilás- MEL, em parceria com a Comissão da Diversidade Sexual e Direito Homoafetivo da OAB/PB, o modelo de homicídio relatado define sua motivação no ódio por preconceito, além de repulsivo por sua futilidade é extremamente agressivo, onde quem o pratica não só deseja a morte daquele indivíduo, mas também sua desumanização e despersonalização de suas qualidades morais. Segundo Renan Palmeira vice-presidente do MEL, “Nos inquéritos é comum encontrarmos vítimas desfiguradas por disparos efetuados em seus rostos ou lesionadas por espancamentos gravíssimos, no ensejo de torná-los algo menos que um indigente”. 

O crescimento dos assassinatos e das agressões contra a população LGBT no Estado da Paraíba demonstra a falta de ações de políticas públicas a este segmento social, de acordo com Luciano Vieira, presidente do MEL: “Temos conhecimento dos altos índices do aumento da violência contra a população paraibana em geral, porém a falta de políticas sociais, de leis que punam os agressores homofóbicos, a falta de uma política pública para a segurança efetiva e a rearticulação do conservadorismo expresso em alguns meios de comunicação e no cenário político regional motivaram o crescimento dos crimes de ódio contra a comunidade LGBT no nosso Estado”. Contudo, segundo Renan MEL: “Obtivemos ganhos reais em 2011 com o reconhecimento da união homoafetiva pelo STF, a visibilidade da luta pela cidadania LGBT na mídia nacional e regional e a participação da população na luta contra homofobia expressa na realização da 10° Parada da Cidadania LGBT de João Pessoa que contou com a participação de 30 mil pessoas”. Veja quem morreu:
João Pessoa
01. Geruza - nome civil desconhecidoTravesti encontrada morta de forma violenta em 01 de fevereiro de 2011, conforme relato da Central de Polícia o Inquérito foi remetido a 2ª DPC da capital.

02. Roberto Confessor da Silva - Travesti, de 28 anos de idade, foi executado a queima roupa com dois tiros quando chegava em casa após noitada com os amigos, por volta das 4h da manhã de domingo de 29 de maio de 2011, em Mangabeira. Populares disseram que o acusado pelo crime é um homem que mantinha relação sexual com a vítima.

03. Alexandro da Silva Oliveira - Líder religioso, homossexual assumido, de 34 anos de idade, executado a queima roupa com cinco tiros quando retornava para casa após ritual religioso. O homicídio aconteceu na Comunidade Boa Esperança, no bairro do Cristo Redentor, em João Pessoa na madrugada de quinta-feira, 6 de janeiro de 2011. 

04. Beto Coveiro - Coveiro do cemitério Santa Catarina, localizado no bairro dos Estados em João Pessoa, homossexual assumido, morto a tiros no bairro de Mandacaru, em 30 de março de 2011. 

05. Edilene Justino dos Santos - Lésbica, encontrada morta por enforcamento na casa de duas amigas no mês de março de 2011, familiares afirmaram que ela foi morta e assaltada.
06. Albanir Cardoso - Cabeleireira, de 37 anos de idade, assassinada na tarde de terça-feira, 28 de junho de 2011, no bairro São José em João Pessoa. Segundo informações, os acusados são dois homens que cometeram o crime e fugiram a pé. Ela foi morta com três tiros. Segundo a Polícia ela era lésbica e teria um relacionamento com outra mulher casada.

07. Sérgio Benício de Sousa - Homossexual assumido, de 31 anos de idade, assassinado a tiros na comunidade de Baleado, no bairro de Mandacaru, na madrugada do sábado, de 29 de janeiro de 2011.

08. Travesti de identidade desconhecida - Travesti assassinada a pedradas no centro de João Pessoa, sábado 15 de janeiro de 2011. Identidade desconhecida.

09. Alexandro Lourenço Gonçalves - Baby - Travesti assassinado a tiros na rua do Bairro São José, em João Pessoa no dia 16 de agosto. Informações preliminares dão conta que o travesti foi baleado por duas mulheres. Elas teriam praticado o crime após um briga em uma casa de show da Capital.                                                 
10. Paulo Pereira Rocha Filho - Homossexual, líder religioso afro-brasileira, supostamente assassinado pelo parceiro que incomodado com a repercussão da relação, agiu contra sua vida. Fato ocorrido no dia 21.10.2011, na Rua Severino Manoel de Lima, QD. 213, LT 29, Loteamento Cidade Verde, Mangabeira VIII. IPL nº 733/2011, livro 238.

11. Edson Gomes da Silva - Homossexual, morto por arma de fogo em via pública, na lateral da Oficina SOS Oxigênio, Bairro das Trincheiras, no dia 12.11.2011. IPL nº 819/2011, livro 238

Campina Grande
12. Luiz Carlos das Neves - Ex-presidiário de 46 anos de idade, homossexual assumido, assassinado com 26 golpes de faca por volta das 2h de 31 de janeiro de 2011 em Campina Grande, na Avenida Floriano Peixoto. Do veículo, aparentemente nada foi levado.

13. Inete (Daniel Oliveira Felipe) - Travesti de 24 anos, identificado como Daniel Oliveira Felipe foi brutalmente assassinado com 30 facas por quatro rapazes na madrugada da sexta-feira, 15 de abril de 2011, em Campina Grande, câmeras flagraram o ocorrido.

14. Valderi Carneiro - Professor de língua portuguesa, de 44 anos, foi brutalmente assassinado por estrangulamento com sinais de luta corporal, encontrado morte, na noite de sábado, 9 de junho de 2001, às 17h30, dentro de uma pousada, no centro de Campina Grande, câmera flagraram os criminosos.

Queimadas
15. Luciana Batista Dantas - Dona de casa divorciada, de 38 anos, foi encontrada morta ao lado de um prédio abandonado de uma fábrica no distrito do Ligeiro, na cidade de Queimadas, em 10 de fevereiro de 2011. Foi violentada sexualmente antes de ter sido assassinada, o rosto estava completamente desfigurado por golpes de pedradas.

Sousa
16. Raimundo Inácio - O homossexual, de 50 anos, foi esfaqueado e estuprado na sexta-feira 25 de fevereiro na cidade de Souza, por um homem desconhecido. A vítima estava com um homem, não identificado, quando recebeu um golpe de faca peixeira no ânus.

Cabedelo
17. Max Nunes Xavier - Heterossexual. “Heterossexual, de aproximadamente 24 anos, foi morto na madrugada de segunda-feira (8 de Agosto de 2011) em frente a um bar na praia do Jacaré, em Cabedelo na Grande João Pessoa. De acordo com informações da delegada Aurelina Monteiro, da 7ª DD, o crime teria ocorrido após uma discussão entre quatro homens, dois deles homossexuais. Max Nunes teria defendido os homossexuais que estariam sendo vítimas de homofobia. A delegada informou ainda que um dos homossexuais agredidos verbalmente acusou Aloísio Lucena, filho de um advogado criminalista e empresário da Capital, de ter cometido o crime. Ele é o principal suspeito e está sendo procurado pela Polícia.”(Fonte: http://www.portalcorreio.com.br/noticias/matLer.asp?newsId=191531).

Bananeiras - levantamento feito no dia 30.08.2011
18. Djair Pereira Cirne - Dija - Nº IP: 27/2011 - Homossexual assumido, 53 anos, morto por volta das 07:00hr. no interior de sua residência, Sítio Chã do Lindolfo, no dia 12 de junho de 2011. Conforme perícia, o mesmo foi morto por espancamento, tendo o rosto desfigurado por golpes de instrumento, autoria desconhecida.

Santa Rita
19. Eliézer Gama dos Santos - Homossexual assumido, 35 anos, assassinado a tiros e ainda teve a cabeça esmagada por uma pedra, na madrugada do dia 17 de setembro de 2011.

Patos
20. José de Arimatéia da Silva - Travesti assumido, 27 anos, assassinado com vários tiros no dia 16 de outubro. O crime aconteceu às 22h na rua Ednaldo Torres, por trás da estação ferroviária da cidade de Patos.

21. José Adilson Nóbrega - Homossexual assumido, 23 anos, assassinado com dois tiros na cabeça no dia 8 de dezembro por volta da 00h30, encontrado em um lugar conhecido como Campo da Buraqueira no bairro Jardim Queiroz. A polícia acredita que tenha motivação de cunho homofóbico.

Cleber Ferreira Silva, assessor de Comunicação do MEL.