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29 de dez. de 2018

Vereador Gilson Ferreira: Floresce um líder pacificador?


Depois de um pouco mais de quatro anos, volto a escrever aqui no “vozdepedra”. Afinal, porque depois de tanto tempo de ociosidade? – Uma ex-aluna minha relembrou nesta semana da importância que este blog teve em sua vida e em parte da vida de várias pessoas de Pedra Lavrada.

- Então VOLTAMOS!

Estive ontem na última sessão da Câmara Municipal de Vereadores de Pedra Lavrada presidida pelo vereador “Neguinho de Edivaldo”. Em seguida houve uma sessão solene para dar posse a futura mesa para o biênio 2019-2020, que será presidida pelo vereador Gilson Ferreira.

Confesso que não fui com a roupa adequada: o povo estava chique demais! – Fiquei timidamente escondido!

O plenário estava lotado e as cadeiras não foram suficientes para tanta gente.

Cheguei cedo e tinha pouca gente. Cumprimentei aos presentes que estavam próximos a mim.
Ao cumprimentar um político-e-pessoa-que-tenho-apreço ele fez um comentário deveras jocoso: “Beto, seus peitos estão grandes. Dá até para chupar”. Diante do constrangimento que fui submetido reagi da seguinte forma: “depois de velho, “viadou”?

Sei que minha reação não foi politicamente correta e um tanto quanto preconceituosa, mas, sinceramente, foi o que consegui dizer na hora.

Ele poderia ter dito: Hoje está quente, não? Eu confirmaria que sim e a vida continuaria sem mais essa desventura.

Houve a sessão ordinária onde a oposição foi oposição e a “situação”, mais uma vez, pareceu que não é nem situação nem oposição (Isso ficou confuso).

Contudo, para a minha grande surpresa, a desenvoltura política do vereador Gilson gritou, e gritou mais alto.

A sua esposa, cumprimentou pessoalmente grande parte das pessoas presentes à sessão – faltando apenas aos que aparentemente são apoiadores do prefeito Jarbas. Fora este lapso de etiqueta, a atenção muito muito calorosa e respeitosa.

Entre os intervalos da sessão ordinária e a sessão de posse, o vereador Gilson Ferreira cumprimentou pessoalmente a TODOS OS PRESENTES! – Isso foi politicamente fantástico!

Estava ao lado dos parentes e amigos mais próximos do vereador Gilson e testemunhei a alegria e a realização ao ver o vereador tomar posse como presidente da Casa. Vi como se fosse cada um deles também ocupando esta tão prestigiosa honraria. – Altruísmo puro!

O gol de placa de Gilson: Convidou a todos os ex-prefeitos vivos de Pedra Lavrada a ocuparem um lugar de honra em sua posse.

Isso nunca fora feito em nossa cidade. Habilidade política pura e um sinal de respeito muito grande às pessoas que já ocuparam a cadeira de prefeito.

Além de convidar os ex-prefeito, lhes fora facultada a palavra. – O que para um político que não estar em exercício de uma função pública, é, ao meu ver, uma honraria difícil de se ver.

- Mais um gol de placa para Gilson!

O primeiro a falar foi o ex-prefeito Roberto. Sua fala seguiu o protocolo que pessoas de boa educação seguem: falou do momento especial que estava vivendo. Ou seja, a posse do Vereador Gilson como presidente da casa. Foi preciso, respeitoso, educado e objetivo. - Nada além do que se espera de um filho de Antônio de Lelé e Maria da Guia.

O segundo a falar foi o ex-prefeito Tota Guedes. Ao contrário de Roberto, pensou que a tribuna “Alberto Edson” era um palanque eleitoral. Foi profundamente desrespeitoso com o anfitrião que tão respeitosamente o convidou – Vereador Gilson. Ao invés de destacar um momento tão especial para o vereador, preferiu fazer um discurso seboso – cheio de ranço – Parecendo, portanto, que não aprendeu com os resultados da última eleição. Onde, sua derrota saiu exatamente de sua boca. Parecia um ator ultrapassado e capenga à procura desesperada por um palco e uma plateia.

O terceiro a falar foi o ex-prefeito Tinan. Sua fala foi fantástica! Mostrou que não perdeu e nem diminuiu o seu dom para a oratória. Tinan calou toda a plateia ali presente. Discurso firme, “virgulado”, “devidamente pontuado”, profundamente contundente e educado. E, inteligentemente, afirmou que não é só Pedra Lavrada que passa por dificuldades. Que é importante olhar para o Brasil. Ou seja, Tinan continua sendo Tinan!

O último a falar foi o atual prefeito Jarbas Melo.

Eu fiquei a observar as reações de Jarbas ao ouvir as falar dos seus antecessores. E, em apenas um momento eu vi as reações faciais dele (assistam “lie to me” na Netflix) expressarem “raiva”.
Jarbas pareceu um ferro de engomar: - esquentando a cabeça e fumaçando pelo fundo!
Achei que ele iria revidar na mesma linha, o ex-prefeito Tota Guedes.

- Quebrei a cara...

Jarbas, inteligentemente, respirou e não tratou o seu opositor nas mesmas condições que fora tratado. Devolveu a má educação de Tota Guedes com ironias subliminares, deu muita ênfase à parceria política com Tinan, e corajosamente, lembrou que a presidência da câmara a ser exercida por Gilson, também é obra de sua articulação política.

Desfecho.

Gilson conseguiu reunir todas as vertentes políticas de Pedra Lavrada sob o seu guarda-sol.
Foi respeitoso com todos e mostrou uma grande capacidade de articulação e de se colocar como um pacificador.

Ao meu ver, já que a oposição não tem candidato até agora, Gilson se credencia a ser um nome a ser considerado para a vaga de prefeito em 2020.

Feliz 2019.

Roberto Solon de Vasconcelos

4 de dez. de 2015

A farsa de Cunha, jihadista da direita corrupta

Vivemos no Brasil um momento no qual a história parece já acontece como farsa. Um patife entrincheirado no comando da Câmara, em deslavado exercício de gangsterismo político, acata um pedido de abertura de processo de impeachment com o intuito de retaliar o Executivo por não apoiá-lo na pretensão de salvar a pele no Conselho de Ética da Casa –que apesar de nada ou pouco ter de ético inclina-se a reconhecer os fatos clamorosos que se voltam contra o sinistro deputado.

Não é outra a motivação de Eduardo Cunha, cujo interesse pessoal surpreende e adultera a dinâmica política e institucional para lançar um processo de impedimento numa hora em que as condições não se mostravam as mais propícias. Formara-se praticamente um consenso entre analistas (e mesmo entre setores menos estúpidos da classe política) que o "momentum" do impeachment havia se esvaído –ainda que pudesse reapresentar-se mais adiante.

Prevaleceu, portanto, sobre a racionalidade e o tempo do cálculo político estruturado o ímpeto de um homem-bomba. Cunha, o jihadista da direita corrupta, vendo-se encurralado, decidiu explodir o colete. Não esqueçamos que nosso "suicide bomber", embora tenha agido agora como um lobo solitário, foi, durante longos meses, protegido e incentivado por setores da oposição e da imprensa. Como se sabe, o senador Aécio Neves, no afã de ganhar no tapetão o que perdera em casa, uniu-se à escória da política e chegou ao oportunismo notável de votar contra teses de seu partido na tentativa de chegar ao trono por caminhos insensatos. Nessa empreitada irmanou-se - e nivelou-se - a gente do calibre de Paulinho da Força (ou seria da Farsa?). Agora, contudo, mesmo o sinhozinho das Gerais já havia abandonado Cunha e a ideia de impeachment pelo impeachment, em meio a uma tardia e vexaminosa autocrítica de seu partido.

Ninguém na opinião pública deixou de notar que ao aceitar o pedido Cunha agiu como um chantagista entregando sua retaliação. Muitos, porém, trataram de considerar que o impulso torpe não mancharia o processo, que poderá transcorrer, digamos, "normalmente", sem carregar a mácula de seu pecado original.

Devo dizer que discordo dessa avaliação. Não concordo que se possa higienizar a cena do crime dela limpando o vício inaugural.

Mas não é apenas isso que me incomoda: falta ao pedido do sr. Bicudo a identificação convincente de um crime de responsabilidade. As "pedaladas fiscais" de 2015 ainda não foram caracterizadas –e mesmo que venham a ser é clara a desproporção entre o suposto delito e a punição que se sugere, como, aliás, já haviam declarado, com todas as letras, o governador Alckmin e o banqueiro Roberto Setúbal.

Nada disso, porém, justifica a aceitação desse processo que traz de seu nascedouro o característico cheiro de enxofre.

Por Marcos Augusto Gonçalves -  editor da Ilustríssima da Folha

FOnte: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/marcosaugustogoncalves/2015/12/1714605-a-farsa-de-cunha-jihadista-da-direita-corrupta.shtml

2 de dez. de 2015

Canoa de Dentro: Um exemplo a ser seguido

Roberto Solon 
Jovens de Pedra Lavrada produzem filmes na zona rural e são notícia na imprensa nacional

A comunidade rural conhecida como Canoa de Dentro no município de Pedra Lavrada, no Seridó Paraibano, tem tomado às rédeas do seu destino em suas mãos. Não é de hoje que agricultores e agricultoras da região vêm desenvolvendo alternativas para convivência com a seca e, com isso, conquistando independência e liberdade independentemente da vontade política - mesquinha - local.

Salta aos olhos o relevante papel que as "MULHERES DE CANOA DE DENTRO" que, em associação, desenvolvem na comunidade em busca de alternativas sustentáveis para a sobrevivência digna dos que lá residem. 

A Associação não ficou a esperar que as supostas benesses governamentais fossem bater à sua porta. Pelo contrário, foi à busca de parceiros que deram provimento às ideias levantadas na comunidade. 

Para visualizar a comunidade de Canoa de Dentro, clique AQUI.

Em matéria reproduzida pelo "Voz de Pedra" em 6 de novembro de 2012, um breve relato da história da Associação é feito. Veja:

Com muita organização, autonomia e resistência a comunidade  se  destaca  como  referência  para demais regiões do Coletivo Regional das Organizações da Agricultura Familiar do Cariri, Curimataú e Seridó Paraibano (agente político e social  articulador  da  agricultura  familiar  em  10 municípios do semiárido paraibano).

Na comunidade, as famílias se organizam através do Centro de Cidadania das Mulheres, criado em 2008. Além  disso,  o  grupo  Mulheres  Filhas  da Terra,  desenvolve  um  importante  trabalho  de beneficiamento de frutas nativas e adaptadas, desde 2006.

Antes do Centro de Cidadania existia apenas a Associação dos Pequenos Agricultores Rurais, onde algumas representantes do Centro faziam parte da diretoria. Nesse período a comunidade conseguiu desenvolver várias atividades de forma coletiva, através de mutirões, como o da limpeza do açude e da construção da parede da Lagoa (um dos tanques de pedra da comunidade). 

“Depois que a gente viu que a associação não estava regular na justiça federal, vimos à necessidade de formar outra associação, pra ta podendo trazer beneficio pra comunidade, que foi o Centro da Cidadania das Mulheres, que  começou a funcionar em 2008 aqui na  comunidade Canoa de Dentro”. (Maria Betânia Buriti)

Em  2011,  com  apoio  do  Coletivo  Regional  e  do Patac, o Centro de Cidadania,  que hoje possui 48 sócios, construiu a unidade de beneficiamento de frutas  do  grupo  Mulheres  Filhas  do  Semiárido. Através  do  grupo  as mulheres  da  comunidade comercializam  seus  produtos  para  a Bodega Agroecológica, o  Programa de Aquisição  de Alimentos (PAA)  e  para o Programa Nacional  de Alimentação Escolar (PNAE).

Rosimere Santos (uma das lideranças comunitárias)  comenta  que  pessoas de  outras comunidades  da  região  também  participam  das reuniões do Centro de Cidadania, com interesse de se associar: “Eles vem, mas só que a gente vê que isso deve ter em cada comunidade. Cada comunidade deve ter sua  autonomia  de se organizar, aí às vezes a gente nem associa, mas mesmo assim eles vêm e participam”.

Através das comissões municipais o grupo mobiliza as demais comunidades incentivando a autonomia e formação de novas associações. Atualmente  cerca  de  17  comunidades  participam das  reuniões  da  comissão  municipal  de  Pedra Lavrada, mas o grupo acredita que ainda é preciso organizar muitas outras comunidades. Maria Betânia comenta: “Em todo o município apenas a região do Seridó não foi envolvida, pois se trata de uma região onde ainda existe muita falta de apoio, mas estamos tentando aproxímá-los e incentivar a organização da comunidade”.

O grupo tem consciência de sua responsabilidade enquanto referência organizativa na região e busca conscientizar agricultores e agricultores sobre a importância da auto organização coletiva em cada comunidade.

Manejo da biodiversidade e convivência com o semiárido garantem vida digna e sustentável às famílias

A organização comunitária de Canoa de Dentro tem garantido o desenvolvimento da agroecologia e da agricultura  familiar  camponesa.  Hoje  a  comunidade  é  exemplo  de  organização  para  ampliar  a capacidade de armazenamento de água. Atualmente na comunidade existe: três tanques de pedras, um açude e algumas barragens de pequeno porte, além das implementações familiares:  cisternas de placas, cisternas calçadão e barragem subterrânea.

Aágua armazenada além de abastecer as famílias da comunidade Canoa de Dentro, abastece famílias de comunidades vizinhas, como: Cordeiro, Belo Monte, Caiçarinha e Campinhos. Rosimari Alves (uma das lideranças na comunidade), explica: “Há uma divisão na comunidade, o tanque de pedra é para água de beber, as pessoas que não tem cisterna utilizam a água do tanque pra beber. Com isso, mesmo em período de grandes secas, como deste ano (2012), a comunidade não sofre com a falta de água”.

Rosimere também comenta sobre a importância do reaproveitamento da água servida no arredor de casa: “Ainda tem pessoas que nem liga pra isso, mas a maioria das casas aqui tem fruteira. É difícil ver uma casa aqui na comunidade que não tenha fruteiras ao redor, mesmo na época da seca”.

Nos arredores de casa as famílias produzem além das plantas medicinais e hortaliças, diversos tipos de fruteiras, como: umbu, caju, manga, acerola, goiaba e mamão. Nos roçados são cultivados: milho, feijão, macaxeira e fava.  Para o beneficiamento de doces, compotas, polpas e licores, são utilizadas as 
frutas produzidas na própria comunidade.

Além da produção de alimentos há também a prática da criação de animais, como: gado, ovelhas, galinha, porco, guiné e perú. Tudo é produzido e cultivado com base nos princípios da agroecologia, sem uso de agrotóxicos e respeitando as condições do meio ambiente.

Caso queira ver a matéria original, clique AQUI.

Voltei

Também, em 15 de setembro de 2011, o Programa "A Sua Verdade" das Rádios Comunitárias Boa Esperança FM e RCL FM, ambas de Pedra Lavrada, fez uma entrevista com as Mulheres de Canoa de Dentro, onde elas relatam sua história, dificuldades e desafios enfrentados. Clique AQUI para ouvir a entrevista.

Fazendo arte e promovendo a cultura local

Com o destacado papel da Associação, não demorou que instituições voltadas à promoção da cultura voltassem os olhos à Comunidade. Recentemente uma ONG do Rio de Janeiro - CINEMA NOSSO - promoveu formação aos jovens de Canoa de Dentro voltada à realização de filmes. 

O trabalho realizado pelo Cinema Nosso na comunidade Canoa de Dentro ganhou destaque em vários programas televisivos da Rede Globo nacional e sua filial na Paraíba. Em entrevista de pouco mais de 14 minutos, a apresentadora do Jornal Hoje, Sandra Sandra Annenberg, conversa com Luis Lomenha, fundador do Cinema Nosso, sobre o tema.

Veja o vídeo:


Visite o site da ONG: http://www.cinemanosso.org.br/site/

Em programa da TV Paraíba e TV Cabo Branco levado ao ar em 01/12/15, um filme que narra a lenda da Cumadre Florzinha, foi realizado pelos jovens agricultores da região com apoio do Cinema Nosso. Para ver a matéria, clique AQUI.

O trabalho realizado, à duras penas, pelas mulheres de Canoa de Dentro é de relevante interesse social. É a prova cabal que vontade, perseverança, trabalho duro, senso de oportunidade, inteligência e muita dedicação são capazes de promoverem a melhora na qualidade de vida de pessoas e comunidades. 

Enquanto muitos preferem o conforto de ficar apenas reclamando e apontando culpados para as dificuldades que muitas vezes a vida oferece, as MULHERES DE CANOA DE DENTRO e, agora, seus filhos e filhas vem nos provar, mais uma vez, que arregaçar às mangas e ir à luta, proverá bons frutos em safra futura.

Para ler artigos de opinião anteriores de Roberto Solon, clique AQUI.

Roberto SOlon de Vasconcelos
Professor

22 de nov. de 2015

Com que roupa eu vou?

Roberto Solon de Vasconcelos
AVISO! Este texto tem 1.225 palavras e se você o acha longo, pare por aqui e volte ao facebook para clicar em curtir e/ou compartilhar.

Com que roupa eu vou?

- Que tempos difíceis vivemos.

Enquanto o colapso total no abastecimento de água da cidade de Pedra Lavrada parece ser uma questão de dias ou meses, uma cena que parecia ter ficado na história e na memória dos que tem mais de 30 anos voltou a ser vista: a cidade sendo abastecida por carros pipas e as pessoas a usarem latas e baldes para transportar um mínimo do precioso líquido aos seus lares.

A estiagem que ora vivenciamos é a mais chocante que tive oportunidade de vivenciar. Em meus 43 anos de vida não tinha visto algo tão devastador.

Ao se caminhar por entre a vegetação de nossa região percebe-se claramente que, apesar de serem adaptadas para o nosso tão rigoroso clima, a morte de árvores como os marmeleiros, juremas, catingueiras entre outras, é certa para maioria de nossa tenra fauna. E, mesmo as que poderia sobreviver até a próxima chuva, são retiradas pelos homens do campo na tentativa – por vezes, vã - de salvar suas vacas, ovelhas, cabras...

A situação é desesperadora!

Como se tudo isso não fosse o suficiente para inquietar e angustiar, é fácil observar que o mundo onde não há seca e tudo parece perfeito, a zuckerberlândia – também conhecido como feicibuque -, tem sido utilizado massivamente para se cultivar, destilar, embalar, transportar, vender e doar ódio, intolerância, ignorância, estupidez e a pura e simples maldade.

Momentos e situações difíceis ou desconfortáveis para humanidade também são fortes catalizadores para convergência e união – união de desiguais. É de fácil entendimento, principalmente ao homem do campo que, nas horas mais quentes do dia, todo o gado se reúne debaixo de uma árvore com sombra abundante. Então, por que não conseguimos mais convergir para um mesmo ponto de conforto e, ao estarmos próximos e “desarmados”, tentarmos construir acordos, pontes, conhecer um pouco o outro, tentar entender ou compreender suas posições e sentimentos? Uma sociedade exitosa é construída não impondo sua verdade sobre as demais. É construindo, sobre um ponto comum, um contrato de convivência onde, minimamente, uns devem tolerar os outros.

Estamos à beira da ESCASSEZ de água e muitas pessoas ficam a se preocupar e gastam uma energia gigantesca com quem outras pessoas ‘dormem’, as preferências sexuais, com quem votou ou deixou de votar nas últimas eleições... Ficam a bajular um deputado que fala abertamente e com naturalidade sobre a eficiência do estupro como punição às mulheres. Muitos tolos e tolas, que parecem ter feito um curso de pragmatismo político e histórico em imagens copiadas ou compartilhadas na zuckerberlândia usam, por vezes, essas mesmas imagens por terem dificuldade em escrever uma frase autoral.

Há também os déspotas esclarecidos. Aqueles que tiveram formação acadêmica até nível superior e que, supostamente, teriam frequentado uma faculdade ou UNIVERSIDADE para ser exposto a parte importante do conhecimento produzido pela humanidade e consequentemente aprender, mudar e construir mais conhecimento. Tendo por base os exemplos históricos para assim não repetir erros... É chocante ver que pessoas mais esclarecidas, que supostamente, tiverem uma visão universal do pensamento humano, se reduzirem ao pensamento do ou é preto ou é branco. Pessoas que supostamente são as responsáveis por darem continuidade a evolução do pensamento humano optaram –ou regrediram, ao meu ver- à logica binária dos computadores: ou 0 ou 1, ou ligado ou desligado. Reduzindo assim, o tão complexo cérebro humano a dois ‘neurônios’: tico-e-teco.

Tem pessoas que na valentia do conforto do seu teclado, entre paredes escondidas de suas casas, proliferam o mal sem se dar conta que o caminho que estamos a tomar poderá ser de mão única: sem acostamento e sem volta.

Minha cidade está estranha, meu país está estranho, o mundo está estranho.

É doloroso ver que caminhamos para uma guerra total e tem gente que dedica seu tempo a discutir a sexualidade DOS OUTROS.

É amargo perceber que o Brasil mergulhou em uma crise política onde só existe PT e anti-PT.

É cáustico entender que o PT fez sim o que não deveria e não poderia ter feito. Negar isso é uma blasfêmia à inteligência e aos fatos históricos. Assim como, negar sua importância no desenvolvimento do Nordeste.

Mas esta falta de compreensão e intolerância que hoje está impregnada na sociedade brasileira é o que nos impede de resolver coisas importantes: de onde virá água para nos abastecer? E os agricultores vão viver do que? E o minério que não pode ser mais explorado por nossos garimpeiros?

Enquanto ficarmos só na base do tico-e-teco não resolveremos nossos problemas. Temos que sair um pouco das redes sociais e voltar para o mundo real e resolvermos nossos problemas. Sei que a tendência que temos para a estupidez é apontar o dedo para alguém e dizer: a culpa é dele. Mesmo que não façamos nada.

Então, o que temos?

A história nos diz que a humanidade tem duas formas de resolver problemas sérios: a política ou a guerra. Por vezes as duas se confundem.

-Eu não vou à guerra! -Prefiro a política!

E, entre os sistemas políticos, prefiro o que os gregos conceberam: a democracia.

Antes de começar a negligenciar a zuckerberlândia andei a ver amigos(virtuais), colegas(virtuais), parentes, chegados... E para meu assombro vi JOVENS exigirem a instalação de um regime militar ditatorial no Brasil. Fico a pensar se os professores de história deram aulas sobre esses assuntos na escola. São tão estúpidos que não conseguem perceber que a primeira coisa que aconteceria se uma ditadura fosse implantada, seria a proibição da informação livre. Ou seja, ele não poderia dizer o que pensa. E, se conseguisse, seria severamente punido.

Fico a imaginar uma seca dessas que vivemos se fosse no tempo ditatorial. Ao invés de pessoas procurarem xique-xique, cardeiro, coroa-de-frade e outros cactos para os animais, essa busca seria para as pessoas escaparem da fome, para elas mesmas comerem. - O QUE DE FATO ACONTECIA EM NOSSA REGIÃO!

Mas, como falei anteriormente, a minha opção é pela política e não pela guerra total.

Agora, em quem votar? Quem seriam essas pessoas que deixariam o interesse particular de lado e estariam dispostas a fazer o bem comum e respeitar os ‘diferentes’ que procurarem a sombra, assim como faz o gado.

Tomemos, como molde, os políticos de nossa região – Seridó e Curimataú. Se observamos os dados dos gestores da década de 1990 até hoje e, que faça chuva ou faça sol, estão sempre a tentarem se manterem no poder. Percebemos facilmente que, ao invés de currículo de bons serviços prestados, as informações nos apontam para FICHAS CORRIDAS de tantos crimes e mau uso de verbas públicas.

Temos hoje uma safra de políticos medíocres, sem expressão, sem esteio moral. Dizem alguns que o problema é a crise. – Que crise? Vocês viram algum parente de prefeito, deputado, senador, governador ou presidente ser demitido por causa da crise?

Próximo ano tem eleições e, apesar de acreditar que na política está a melhor opção para resolvermos nossos conflitos, nutro uma desesperança profunda ao observar as opções que ora se apresentam.

Estou pronto para ir à festa da democracia, todavia, ainda não tenho a menor ideia com que roupa vou.

Roberto Solon de Vasconcelos
Professor

P.s. A expressão neologística “zuckerberlândia”(terra de Zuckerberg) refere-se ao criador do Facebook, Mark Zuckerberg.

16 de ago. de 2015

Você sabia que o Barão de Araruna existiu e era filho de Pedra Lavrada?

Ramalho Leite
O Barão de Araruna não é só uma figura de ficção. A personalidade do personagem  de Maria Dezonne Fernandes no seu romance de maior sucesso, “Sinhá Moça”, pouco se aproxima do verdadeiro Barão. Há, porém, algumas coincidências: a atividade política do Barão da literatura, do cinema e da televisão desenvolveu-se na cidade de Araras, topônimo que muito se aproxima de Araruna. A atividade econômica desenvolvida pelo trabalho escravo, a serviço do nobre da novela, era o café, mesmo ramo de negócio do verdadeiro Barão. O violento Barão da ficção, useiro e vezeiro no uso do tronco como forma de se fazer respeitar na senzala, em nada se aproxima do verdadeiro Barão, este, “a um caráter estóico aliava a grandeza de sua alma e a bondade de um coração sempre voltado para o bem”, na definição de José Ferreira Novais, citado por Maurílio Almeida, o principal biógrafo do seu trisavô, o Barão de Araruna.

O Barão da novela de Bendito Ruy Barbosa, sucesso em 1986, repetido em 2006, teve sua vida retratada entre  1840 e 1850 e durou pouco mais de sete meses na convivência dos lares brasileiros que apreciam a telinha. O verdadeiro Barão, chamava-se Estevão José da Rocha e seu “mandato” de Barão durou apenas três anos. Foi ungido pela Princesa Isabel em 1871 e faleceu em 1874, em Bananeiras, onde ocupou quase todo o território plantando café da melhor qualidade. Nasceu na Casa Grande da Fazenda Serra Branca, no então Distrito de Pedra Lavrada, hoje município desmembrado de Cuité. O Barão é “sangue  dos Arruda Câmara do Piancó e Ferreira de Macedo, de Picuí” relata Câmara Cascudo. Por razoes desconhecidas, Estevão José da Rocha recebeu esse nome, excluindo sua descendência paterna.Deveria chamar-se Estevão José Ferreira de Macedo. O Barão da ficção é chamado de Coronel José Ferreira. É muita coincidência para ser só coincidência.

O Barão de Araruna nunca aceitou posições de mando que o mantivessem longe da sua querida Bananeiras. Residia na propriedade de nome Jardim, onde plantava café e tinha engenho de açúcar. Por pouco tempo foi Comissário da Instrução Pública da Vila de Bananeiras, sendo atendido na sua exoneração pelo Presidente Beaurepaire Rohan. Por insistência do governo da Província, foi ainda Juiz dos Órfãos e Chefe da Mesa de Rendas. Coronel da Guarda Nacional, Estevão  substituiu o Juiz de Direito durante a Revolução Praieira que irrompeu em 1848 em Pernambuco com ramificações na Paraíba.

Diferentemente do barão imaginário, sanguinário na perseguição aos seus escravos, Estevão José da Rocha ao falecer contava apenas  com treze deles a seu serviço. Já vigorava a Lei do Ventre Livre que considerava libertos os nascidos a partir da data daquela lei. Muitos já haviam recebido do Barão, a Carta de Alforria, a exemplo da escrava Bernarda, retratada por Maurílio Almeida com 53 anos. Já enfermo, o Barão não pode assinar o documento, o que foi feito pelo seu genro e testemunhado pelo filho Felinto Rocha, mais tarde Conselheiro da Ordem da Rosa também uma concessão da Princesa Isabel, e pelo vigário da Paróquia.

O acervo de Maurílio Almeida ( O Barão de Araruna e sua Prole) guarda a Carta Imperial que deu o titulo de Barão a Estevão José da Rocha: “ A Princesa Imperial Regente, em nome do Imperador o Sr. D. Pedro II, faz saber aos que esta Carta virem que, atendendo aos relevantes serviços que tem  prestado Estevão José da Rocha, da Província da Paraíba do Norte, querendo distingui-lo e honrá-lo, há por bem fazer-se mercê do Titulo de Barão de Araruna e com o referido titulo goze de todas as honras, privilégios e isenções, liberdade e franquezas que hão e tem e de que se usou e sempre usaram os Barões, e que de direito lhe pertencerem.O por firmeza de tudo que dito é, lhe mandou dar esta Carta, por ela assinada e selada com selo das Armas Imperiais. Dada no Palácio do Rio de Janeiro, em 3 de junho de 1871, quinquagésimo da Independência e do Império.Princesa Isabel Regente e João Alfredo de Oliveira Correia”.Como se vê, o Barão de Araruna existiu. (Continua no próximo capítulo, digo,coluna).

http://www.blogdotiaolucena.com

24 de jan. de 2015

RECOMENDAMOS: A Daniel meu neto, a força do meu grito contido, num pedido de socorro pela vida, na dor de minha saudade

A Daniel meu neto, a força do meu grito contido, num pedido de socorro pela vida, na dor de minha saudade.


Daniel, eu me pergunto, por que é lei o direito a vida? Mas você só esteve seguro na barriga da mamãe, infelizmente sua chegada tão esperada foi transformada em dias de angustia e insegurança, enquanto mais acreditávamos que era chegada a hora, pelos sintomas apresentados por sua mamãe, mas não houve a assistência quando por mais de uma vez procuramos o órgão competente para te receber com dignidade, transformando aquele dia que deveria ser de grande alegria em uma dor escrita a ferro na nossa alma, quando eu enquanto sua mãe duas vezes, passava pela dolorosa experiência de vê-lo quase perdendo a vida e junto com você também sua mãe, pois ali foi minada sua saúde e consecutivamente seus dias aqui na terra, com a confirmação de que tudo que aconteceu resultou em te deixar uma criança com necessidade especial e deveria no mínimo ser tratado com excelência já que a mesma não houve quando sua mãe mais precisou. Desde então após o parto recebemos como primeiro diagnóstico a confirmação de hipóxia neonatal, enquanto pensávamos na nossa triste inocência que tudo aquilo poderia ser superado vieram à comprovação de uma paralisia cerebral grave e consecutivamente a síndrome de West, ou seja, o seu direito a vida foi totalmente extinto quando depois de todas as complicações decorrentes do parto veio também a sua morte. Dói muito saber que as leis do nosso país dão prioridade a vida e a sua efetiva qualidade após a fecundação e para você esses aspectos foram tão insuficientes. Se eu pudesse expressar o que sinto, se em minhas mãos existisse um poder sobre natural ecoava nos quatro cantos do planeta a indignação do meu ser, na intensidade de minha dor com a falta de conformação do acontecido.


Sete longos meses foram sua agonia cada dia de luta era uma dor constante onde nos agarrávamos na esperança de está contigo, embora seus momentos em casa tenham sido tão raros, porque o que estava e o que não estava ao nosso alcance realizávamos para amenizar suas dores, íamos atrás mesmo quando as portas se fechavam e quando um centavo mais não existia em nosso bolso tomávamos dinheiro emprestado para não faltar aquilo que era necessário a sua permanência conosco, foram tantas esperanças, mas a sua presença era o suficiente para acreditamos que você seria curado, lutaste como um bravo soldado de Deus, mas nada mais te favorecia aqui neste mundo nem mesmo o nosso imenso amor pode te salvar do sofrimento ao qual foi exposto onde à mesma excelência que faltou na sua chegada foi a mesma que apressou a sua partida. Eu enquanto sua mãe duas vezes não encontro respostas para tantas inquietações no meu coração, porque sua passagem tão rápida por nossas vidas, porque encantavas todos que o viam pela primeira vez, porque quem deveria ajuda-lo não o fez ou não se sensibilizou? Como entender a saúde de um país que rouba de uma mãe a alegria do sorriso colocando lagrimas constantes nos olhos, deixando-a com uma ferida aberta por toda vida, que leva o grito ecoado na mais alta montanha desgastando a ultima das forças e ninguém ouve, fazendo no íntimo do meu ser ver-me andando a procura de resposta sem nenhum destino, e neste momento eu me pergunto que pais é esse? Que saúde é essa, meu filho amado? Tenho certeza que não é falta de investimento até mesmo porque a humanização de um profissional é algo que vai além do investimento material, é a relação de um ser que acima de tudo coloca como prioridade o direito do outro demonstrando amor e doação ao direito a vida e neste momento me volto e faço uma retrospectiva nesta luta; quantos disseram que não sabiam o que estava acontecendo quando em suas respectivas posições tinham por obrigação saber, como é fácil está de fora, como é fácil jogar pedras, como é fácil tirar o corpo de lado, onde nós ficamos com a dor e muitos com a triste ilusão de que nada tinha a fazer quando tudo era possível para estamos com você hoje vivo e completamente saldável. Sigo me perguntando meu Deus! Será Daniel mais um nas estatísticas sem nada acontecer, quantas famílias vão ter que passar pelo que estamos passando, quantos serão incapazes de abrir a boca e mostrar a real realidade do que aconteceu e quantos que jamais entenderão e irão me jogar pedras; será eu mais uma vó que choro por ver a dor da minha filha e a minha família faltando você meu neto, nosso presente de Deus.


O que devo pensar de um serviço que deveria ser o melhor, quando muitos pensam estarem fazendo um favor e desconhecem que os serviços a nós prestados são pagos pelos impostos que pagamos e que nenhum favor está sendo feito ao cumprirem com um direito que é de todos. Daniel o que descrevo nesta simples carta para você vem mostrar filho querido a minha insatisfação com o sistema de saúde do nosso país onde em meio a tanto desenvolvimento a tantas tecnologias a triste realidade de se perder uma vida quando a assistência torna-se precária e insuficiente, acompanhei todo seu desenvolvimento intrauterino através de exames os quais relatavam que você estava normal, acompanhei por diversos dias os sinais da sua chegada em idas e vinda do hospital, falei que era a hora, más nada foi feito, fui telespectadora da sua dolorosa chegada acompanhei as suas dores e estava com você na sua partida e nada, nada pode mudar o desejo de que outras pessoas não passem tudo que passamos, eu desejo que o espirito santo tenha misericórdia daqueles que contribuíram com essa dor que sinto e que a justiça seja capaz de fazer justiça. Como a dor não cala permaneço perguntando, quantos mais vão perecer, ou Daniel qual é a lição que queres junto aos anjos que sei que estás? O que vais nos revelar? Sabes que não nos calamos mas a própria justiça que podia te ajudar a ter um tratamento digno, foi lenta demais para a urgência de sua causa, que nem chegou a ser feita. Filho amado termino agradecendo a Deus pela permissão de ter vindo as nossas vidas és o nosso amor mais puro e verdadeiro aquele que nos faz amar cada criança independente de suas limitações tentando ajudar no que é possível, foste para Deus mas nos tornamos uma hoste na defesa daqueles que mais precisam, orientando a procurar uma melhor qualidade de vida. Nunca vou me despedir de você. Foste minha razão de viver por um tempo e hoje és minha razão de continuar para ajudar o próximo. Eu o amo Daniel, como seu próprio nome diz DEUS É MEU JUIZ e eu sei que é e sempre será e para glória e honra do senhor a minha realidade hoje poderá ser mudada com pessoas que abram a boca em favor da vida, DANIEL, você é o meu eterno amor, enquanto eu viver viverás comigo numa presença viva e constante de que é preciso acreditar que a justiça existe e será feita e mesmo que um dia eu não possa mais falar em meu pensamento irei clamar a misericórdia de Deus para que as pessoas sejam capazes de agir com humanidade.

Com a certeza de que jamais me calarei diante das injustiças e omissões deste mundo e na certeza de que estarás sempre vivo no meu coração fica aqui gravado o meu eterno amor por você.

POR: JAIDETE SOUZA SANTOS.

19 de jan. de 2015

Não é o Alcorão, mas a Bíblia, o livro sagrado que recomenda a pena de morte aos blasfemos

A tragédia no semanário Charlie Hebdo acirrou na Europa o conflito político-ideológico entre a direita radical difusora da islamofobia e a esquerda, com a sua bandeira de integração centrada na formação de uma igualitária sociedade multiétnica.

Está no Levítico (24:16)
"Quem blasfema o nome do Senhor deve ser morto"

À frente dessa direita populista na França está Marine Le Pen, da Frente Nacional, na Itália Matteo Salvini, da Liga Norte. Ambos com posições xenófobas e favoráveis à revogação do Tratado de Schegen, a cidade luxemburguesa onde foi celebrado, em 1985 (seria aperfeiçoado em 1995), ao estabelecer a livre circulação de cidadãos pela União Europeia.

Essa dupla não distingue a presença majoritária de islamitas pacíficos e minorias reunidas em associações terroristas salafistas financiadas, muitas vezes, como foi o caso de Osama bin Laden, por uma elite endinheirada, encastelada nas petromonarquias da Arábia Saudita, dos Emirados Árabes e do Catar.

Melhor: trata-se de associações terroristas com atuação em rede planetária e adesão a um integralismo de matriz político-religiosa. Essas organizações não aceitam o pluralismo de ideias e de programas, a laicidade do Estado, a liberdade de opinião e de imprensa, a democracia. Abraçam o totalitarismo religioso. Seus integrantes estão sempre prontos a matar aos gritos de Allahu akbar (Alá é grande) ou de invocar, para justificar os bárbaros crimes, o nome do profeta Maomé, em equivocada interpretação do Alcorão. A propósito das charges do semanário, não é o Alcorão, mas a Bíblia, no Levítico (24:16), o único livro sagrado a sancionar a blasfêmia com pena de morte: “Quem blasfema o nome do Senhor deve ser morto”.

Para Marine Le Pen, as mortes no Charlie Hebdo revelaram “não ser a Europa capaz de defender seus cidadãos contra o terrorismo”. Le Pen não atentou a dois fatos significativos que envolvem, no caso da integração étnica, islamitas praticantes. O policial de origem árabe e religião islâmica Ahmed Merabet enfrentou até a morte, na calçada defronte à sede do semanário, os dois irmãos Kouachi. Seus familiares, em entrevista coletiva que Le Pen prefere ignorar, ressaltaram: “Ahmed era de fé islâmica e os seus assassinos uns falsos islamitas, pois o Islã é uma religião de paz”.

Na tragédia do dia seguinte, o malinês Lassana Bathily, funcionário do armazém de produtos kosher onde quatro reféns foram assassinados, salvou mais de uma dezena de hebreus. Bathily escondeu em uma câmara frigorífica, depois de desligar o sistema refrigerador, diversos judeus em compras no mercado. Salvou-os da ira e das balas do fanático Amedy Coulibaly. Na véspera, Coulibaly havia matado uma policial estagiária desarmada em um parque da comuna de Montrouge.

Na seara policial e de inteligência, muitos pontos precisam ser esclarecidos. A Al-Qaeda da Península Arábica, sediada no Iêmen, reivindicou, após autorização de Ayman al-Zawahiri, sucessor de Bin Laden e chefe da Al-Qaeda central, a autoria do atentado no Charlie Hebdo, conforme um vídeo de 11 minutos.

Pelos sinais, tudo pode ter nascido de iniciativa escoteira de uma célula doméstica e autônoma fundada em 2005 pelos irmãos Kouachi, com adesão de Coulibaly e predicações de Djamel Beghal. Essa célula chegou, no parque francês de Buttes Charmont, a atuar na arregimentação de jihadistas para o Iraque e, posteriormente, à Síria.

Chérif Kouachi e Coulibaly foram condenados, com penas de 3 e 5 anos, por tentativa de tirar da penitenciária o terrorista Ali Belkacem, autor de um atentado no metrô em 1995. Chérif ficou sete meses preso e recebeu livramento condicional, enquanto Coulibaly deixou a cadeia em julho de 2014. Até então, a célula atuava com autonomia, por sua conta e risco. A Al-Qaeda central, desde Bin Laden, pregava, via ciberterror, a ordem do “faça você mesmo a sua parte sem precisar consultar, salvo em questões religiosas”.

Interessa à Al-Qaeda colocar no currículo um segundo 11 de Setembro, desta vez na França. Ainda mais por estar em conflito com o Estado Islâmico, que logrou ocupar um território, enquanto seu líder, Abu Bakr al-Baghdadi, proclamou-se califa Ibrahim, o que deve ter levado Bin Laden a se remexer de inveja no fundo do mar. O sonho não realizado de Bin Laden era ter um califado. Registre-se: os irmãos Kouachi avisaram pertencer à Al-Qaeda. Não esclareceram, no entanto, se estavam sob ordens alqaedistas.

Pergunta: a versão oficial a ser apresentada vai ou não coincidir com a verdade real?

http://www.cartacapital.com.br/

17 de nov. de 2014

Pedra Lavrada: Jovem cobra ação do poder Executivo e Legislativo do município.

Samuel Hellan/Facebook

Caros representantes: Roberto José Vasconcelos Cordeiro, Alexsandro Buriti, Jojó Melo, Jarbas Melo, Hermeson Maerton, Nivaldo Clidório, Junior do Serrote, Tota Professor, Guri, Neguinho de Edvaldo e Lena Buriti, Daqui a dois anos, teremos eleições municipais novamente. Alguns de vocês já estão atuando na Casa Egídio Gomes Barreto, há mais de um mandato, e, provavelmente, tentarão uma possível reeleição. Agora eu lhes pergunto, onde está a pavimentação do conjunto localizado na Rua José Albino?

Excesso de poeira; falta de asfalto; esgoto a céu aberto e iluminação precária, são alguns dos problemas enfrentados, diariamente, pelos moradores e por quem visita o local. A situação da Rua Jose Albino, popularmente conhecido como "rabo da gata" é complicada. Por este motivo espero que vocês possam reivindicar a obra no local, da mesma forma, que reivindicaram os votos dos moradores nas últimas eleições municipais. 

Lamentamos a situação com a expectativa de que a Câmara de Vereadores, juntamente com a Prefeitura Municipal e a Secretaria de Infraestrutura, possam realizar essa obra, que com certeza, trará benefícios e qualidade de vida para uma parte da população lavradense que reside naquele bairro. 

Vocês representantes do povo Lavradense, seria pedir demais, mais empenho pra execução de tais ações?

“É sempre assim, a gente ouve falar que vai acontecer isso ou aquilo, mas acaba sendo tudo uma promessa”.


7 de set. de 2014

Transposição do Rio S.Francisco: a verdade vou dizer!, por Djacy Brasileiro

TRANSPOSIÇÃO: A VERDADE VOU DIZER!

São muitas inverdades quanto à execução do projeto de transposição de água do rio São Francisco, sobretudo neste tempo de campanha eleitoral. E essas mentiras não deixam de ter cunho politico-ideológico. Afinal, para os que são acostumados com a cultura da má- fé, a mentira torna-se, indubitavelmente, trampolim para a conquista dos seus ideais.

Eis, então a grande pergunta, pergunta dos doze milhões de nordestinos que pungentemente clamam pelas águas do Velho Chico: esse projeto de transposição está, de fato, sendo executado? Está saindo do papel? Suas obras estão sendo tocadas? Eu também, como sertanejo, fiz várias vezes estas mesmas perguntas.

Como cidadão e Padre católico, assumo toda a responsabilidade nesta minha afirmação peremptória: o projeto de transposição está sendo executado a todo vapor. Eis a grande VERDADE.
Digo isso baseado na visita que fiz, nesta quarta-feira, dia 27, aos dois lotes (6 e 7) que ficam na região de São José de Piranhas, sertão paraibano.

Fiquei felicíssimo e muitíssimo esperançoso quando vi as obras da transposição aceleradas, executadas com toda força. Presenciei dezenas de máquinas, inúmeros operários trabalhando num ritmo aceleradíssimo. Confesso que fiquei emocionado.

Não só presenciei o trabalho como também conversei com muitos dos que estavam lá. Não perdi a oportunidade de também conversar com os moradores da comunidade Boa Vista. Essa comunidade fica ao lado do lote sete.

Eis o que disseram alguns funcionários que lá estavam:

-Padre, aqui ninguém para. Estamos trabalhando pra valer.
-Estamos trabalhando sem parar. Como o senhor pode ver agora. As máquinas não param.
-Bom, essa obra será concluída no ano de 2015. É por isso que nosso trabalho é pra valer.
-Aqui neste lote, há mais ou menos três mil operários.

O que ouvi de alguns moradores da comunidade Boa Vista:

-Eita Padre, agora vai. A gente nunca viu tanta gente trabalhando. Não para mesmo.
-são muitas máquinas trabalhando, é pra lá e pra cá. Nunca vi tanta maquina na minha vida.
-Do jeito que vai, seu padre, essa obra vai ser concluída logo.

Queridos nordestinos, eis a verdade. Sou testemunha ocular. A esperança de recebermos água do rio São Francisco está mais viva do que nunca. Aliás, tenho a absoluta convicção que, em 2015, esse sonho será uma realidade. Não tenho nenhuma dúvida.

O cristão que disser que as obras da transposição estão paradas está mentindo. E quem mente está na contramão de Jesus Cristo que falara somente a verdade.
Fui e vi. A verdade tem que ser dita!
Vejam as fotos tiradas por mim.
Padre Djacy Brasileiro, em 28 de agosto de 2014.

4 de set. de 2014

RECOMENDAMOS: Jovem artista lavradense inova e lança exposição de fotos pela internet

Geyffison Santos
Artista de múltiplos talentos
Pedra Lavrada(PB): O jovem artista lavradense Geyffison Santos, lança em seu site uma exposição de fotografias que retrata o cotidiano das pessoas que residem na cidade de Pedra Lavrada. A exposição chama-se "ANÔNIMOS DA CIDADE VALIOSA". 

Geyffison, que é um jovem de muitos talentos tem um olhar diferenciado sobre sua realidade e, com sua proposta, tira o foco dos mais conhecidos pontos turísticos de Pedra Lavrada mais conhecidos, direcionando a lente de sua câmara fotográfica para as cenas comuns do dia a dia lavradense. 

As imagens são de uma sensibilidade tocante que transcende o sentido da visão. A beleza da exposição está na simplicidade e profundidade como coisas aparentemente corriqueiras são "congeladas" nas imagens. Levando-nos a refletir como o tempo e a vida são efêmeros e que as "coisas" banais da vida talvez sejam os momentos mais importantes.



Ajude ao Voz de Pedra divulgar os valores culturais locais compartilhando a exposição de Geyffison: 
"ANÔNIMOS DA CIDADE VALIOSA". 

Para visualizar a exposição virtual, clique aqui.

Por Roberto Solon de Vasconcelos
geburajiruhito.wix.com

3 de set. de 2014

Filho do Vereador Neguinho de Edivaldo emite opinião sobre a aprovação das contas do ex-prefeito Tota Guedes.

Pedro Higor e seu pai vereador
 Erivonaldo
Vergonha. Acho que essa é uma boa palavra para descrever minha reação ao saber do resultado da votação em relação a aprovação das contas do ex-prefeito de Pedra Lavrada, José Antônio Vasconcelos da Costa.

Anteriormente a essa notícia eu havia visto que o Tribunal de Contas da União(TCU) encontrou irregularidades nas contas do antigo gestor, mas eu não vim falar sobre isso, acho que a maioria já deve ter lido a respeito.

Depois de um episódio, ocorrido na cidade, em que o ex gestor citou meu pai, o Vereador Erivonaldo Macedo Oliveira, e o acusou de receber dinheiro de um deputado para que ele o apoiasse, cresceu em mim um sentimento maior de indignação sobre o que eu poderia descrever como: o derramamento do conteúdo do intestino grosso do locutor nos ouvidos da plateia, mas que outros poderiam chamar de “discurso”.

Honra, honestidade e lealdade. Esses são alguns dos valores que o meu pai recebeu em sua educação e que ele tem me passado até hoje. Sempre achei esses valores admiráveis nele e também que seriam valores que as pessoas admirariam e por essa razão o escolheram para ser seu representante. Eu posso falar isso porque conheço o meu pai verdadeiramente bem. Se o antigo gestor o conhecesse assim, ele não teria falado aquilo.

Leia mais: 
TCU condena ex-prefeito Tota Guedes a devolver R$ 1,3 milhão
VEXAME PÚBLICO: Em Pedra Lavrada maioria de vereadores aprova contas irregulares de Tota Guedes, são aplaudidos e saudados com foguetório

Aparentemente o senhor José Antônio não compactua com tais valores, quero acreditar que seus pais tentaram passar esses valores, mas depois que se sai de casa não se pode garantir que o filho os irá resguardar. De acordo com o parecer do TCU o antigo gestor teria que devolver “1,3 milhão, por irregularidades ocorridas durante a execução do convênio 0026/07”, para mim esse fato já o descaracterizaria desses três valores, para mim isso não é usar de honestidade, poderia alguém que apresenta “irregularidades” em suas contas ser leal ao povo que o escolheu como representante? Será que a honra de alguém não seria manchada com tantas “irregularidades” em seu histórico?

Por saber da decisão do TCU é que tentei compreender melhor o “porque” das contas do ex-prefeito terem sido aprovadas na câmara, o “porque” dos vereadores terem discordado dos juristas profissionais e colaboradores que fizeram o estudo do caso, que lógica e argumentação maravilhosa eles teriam discorrido, para tal fui ouvir os argumentos usados pelos que votaram favoráveis a aprovação.

Os votos dos vereadores foram bem concisos, mas sempre tem coisas que conseguimos pegar nas falas dos Excelentíssimos Legisladores do nosso município, o Vereador Junior falou que votava com coerência, claramente ele não fazia uma referência a coerência linguística de sua fala, mas da coerência de seus argumentos, mas a verdadeira pergunta é: não seria coerência com a decisão do TCU, não é? Porque em minha opinião e pelos meus conhecimentos, “irregularidades” não se caracterizam como fatores favoráveis a uma aprovação de contas. Então pode ser que o nobre Vereador estava sendo coerente com suas ideologias partidárias e políticas, com suas convicções pessoais, com qualquer outra coisa, mas com a decisão geral do TCU eu acho que não, quero acreditar que ele não votava coerente com o desvio, para mim ele PARECE uma pessoa consciente.

Outra fala interessantíssima que eu achei foi a da vereadora Lena Buriti, “Quem somos nós para atirar a primeira pedra?”, meus caros leitores, observem na fala da vereadora que essa frase foi dita em um contexto criado por ela, (tem meu respeito uma pessoa que cita Maquiavel em sua fala, apesar de a frase não ter contextualizado com a situação, visto que ninguém “morreu”, vi apenas salvos condutos e beatificação), como observado por ela é um contexto criado anterior a eleição do ex-prefeito, muito bem, me pergunto se as contas do antigos gestor, anterior ao senhor José Antônio, foram votadas? Acho que sim e espero que os vereadores não tenham votado com a mesma “destreza” que votaram nessas. Mas o que se vota não são as contas do passado e sim as atuais. Em relação as “pedras” temos o seguinte:

Os senhores têm a obrigação de defender o povo que os elegeu, eu não entendo como ser duro ou fazer críticas a alguém que usou de má fé do seu cargo para benefício próprio as custas da verba pública, poderia ser chamado de “atirar pedras”. Provavelmente nessa analogia feita pela senhora Vereadora, ela seria Jesus, o nosso antigo gestor seria Maria Madalena e os críticos os apedrejadores. Apesar da bela moral presente na história, Maria Madalena ainda tinha culpa e o que Jesus condenou foi a forma como a trataram pelos seus pecados, sem a menor “justiça” ou equidade. Mas como nossos leitores já devem ter percebido José Antônio não é Maria Madalena e a vereadora Lena, muito menos é Jesus. O que a vereadora não deve ter observado é que no sistema jurídico brasileiro não usamos mais as velhas formas de “justiça”, e tenho certeza que o TCU não usa argumentos vãos e se preocupa com a equidade e veracidade de seus julgamentos e pareceres.
A vereadora deve ter esquecido de uma parte bem interessante da sua leitura de Maquiavel (Possivelmente, ela deve ter lido a obra completa para não ficar jogando frases sem saber o contexto em que foram escrita) que é a do raciocínio lógico e o desprendimento dos sentimentos em seu julgamento, usamo-nos agora de uma expressão semelhante “pensar friamente”, em suas palavras não pude perceber o desprendimento desses sentimentos no seu julgamento, eu particularmente não acredito que alguém possa se desprender de suas convicções pessoais para fazer qualquer coisa que seja, mas como o uso de Maquiavel foi evidente, decidi aproveita-lo.
Para falar a verdade, achei muito nobre a justificativa do Vereador Nivaldo: Gratidão. Gratidão por ele ter ajudado SUA família, não é gratidão por ele ter sido um gestor tão bom que pode disponibilizar esses tratamentos pelos SUS, que infelizmente quem não baixar a cabeça para o prefeito tem que usar. Vejam o grande bem que o senhor prefeito fez a família do Vereador, imagine quão grande seria o bem feito com o 1,3 milhão que ele poderia ter devolvido, caso fosse outra a decisão da câmara.

Em outra fala, achei que a representante feminina em nossa Câmara foi bem feliz em suas palavras ao dizer, que as pessoas deveriam ser Humanas e que acreditava que ninguém dos vereadores recebia dinheiro sujo, parafraseando suas palavras. Eu só acho triste que uma pessoa que tenha tal pensamento apoie alguém que pratica totalmente o contrário. Subir em um palanque para difamar uma pessoa de bem, não é ser Humano, ser julgado culpado por irregularidades no trato do dinheiro público, não é ser Humano, usar dinheiro público para pagar hospedagem em hotel, enquanto existem pessoas sem uma casa para chamar de sua, não é ser Humano. Ser Humano não é alisar a cabeça de quem erra, ser Humano, para mim é fazer com que a pessoa veja a gravidade do seu erro, pague com equidade por aquilo que fez e veja a necessidade de mudança e tente mudar, isso é ser humano para mim.
Em sua fala o vereador Neguinho do Cordeirão, elenca várias obras da gestão, eu não entendo o que tem de referência com o julgamento, mas possivelmente ele deve estar fazendo uma referência a fala da vereadora Lena, “Os fins justificam os meios”. Em seu pensamento o nobre vereador deve ter pensado, “Ele desviou, mas fez obras. Isso é que é importante”. Pois é, não sei se o nobre vereador pensou isso, mas eu já ouvi da boca de muita gente isso, não em relação ao senhor José Antônio, deve ser o pensamento também de quem bate palmas para o desvio. Bem, o que será que vai trazer de desenvolvimento para o Brasil esse pensamento? Alguém me responde, eu não sei. E a sessão continua.

O Vereador Tota foi muito feliz quando disse que palavras tem poder e que nós temos que ter consciência do que falamos e apresentar coerência em nossas falas, gostaria de pedir ao excelentíssimo Legislador municipal que tentasse fazer com que esse pensamento fosse colocado no raciocino do antigo prefeito quando ele se pronunciar em público, parafraseando suas palavras nobre Vereador, quando alguém fala que alguém recebe dinheiro para dar apoio isso seria denunciando a pessoa a polícia? Quem tem processos investigando suas irregularidades com o dinheiro público não é meu pai, acho difícil achar alguém em Pedra Lavrada que chame meu pai de desviador de verbas, mas nós conseguimos achar um órgão Federal para julgar o antigo gestor por suas “irregularidades”. Em relação a observação sobre o curral eleitoral, o senhor fala que não é animal irracional para estar em curral, vamos observar em lato sensu os termos utilizados, como educador o senhor deve conhecer a história brasileira e a origem dessa terminação. Por sinal, acho que pouca capacidade lógica é necessária para dizer que um jurista está fazendo um julgamento correto, afirmar o contrário é como dizer a um médico que seu diagnóstico está errado, simplesmente por você achar isso. Ambos estudaram para isso e sabem o que estão fazendo, na esmagadora maioria dos casos.

A “belíssima” sessão terminou com o Vereador Guri tendo a dignidade de não falar nada e tentar ser imparcial como presidente e protetor da ordem na plenária. Com toda essa situação eu me lembro dos comentários que fizeram quando Tiririca foi eleito deputado. Que ele iria para lá para não fazer nada e que continuaria sendo um palhaço, no fim de seu mandato ele foi colocado como um dos 25 melhores parlamentares do país em um universo de mais de 500. Por essas e outras eu continuo a me perguntar, será que o Brasil vai continuar se invertendo dessa forma: com um palhaço que faz o papel de legislador e com legisladores que fazem papel de palhaço?

Pedro Higor Silva Oliveira